Linguística

Chamada aberta até o dia 30/06 de 2020.

temática/Tema: Perspectivas Semióticas: As formas do Significado -  Teorias e Críticas literárias.

Organizadoras: 

Maria do Socorro Pereira de Almeida (UFRP)

Ayanne Larissa Almeida de Souza (UEPB)

resumo:

A Semiótica, chamada Semiologia, é o estudo dos signos bem como do comportamento dos signos. Foi definida por um de seus fundadores, o lingüista suíço Ferdinand de Saussure, como o estudo da “vida dos signos na sociedade”. Embora a palavra tenha sido usada nesse sentido no século XVII, pelo filósofo inglês John Locke, a idéia de semiótica como modo interdisciplinar para examinar fenômenos em diferentes campos emergiu apenas no final do século XIX e início do século XX, com o trabalho independente de Saussure e do filósofo americano Charles Sanders Peirce. O trabalho de Peirce no campo estava ancorado no pragmatismo e na lógica. Definiu o signo como aquilo que, sob certo aspectos, representa algo para alguém. Uma de suas principais contribuições para a semiótica foi a categorização dos sinais em três tipos principais: (1) um ícone que se assemelha ao referente; (2) um índice associado ao seu referente; e (3) um símbolo que esteja relacionado ao seu referente apenas por convenção. Semióticos modernos aplicaram os princípios de Peirce e Saussure a uma variedade de campos, incluindo estética, antropologia, psicanálise, comunicação e semântica. Entre os mais influentes desses pensadores estão estudiosos Claude Lévi-Strauss, Jacques Lacan, Michel Foucault, Jacques Derrida, Roland Barthes, Julia Kristeva, Umberto Eco, entre outros. Considerando o texto literário como um signo complexo, em seus distintos níveis de organização sintática, discursiva, lexicais, etc., compreendemos a importância de se recorrer às análises semióticas com a finalidade de melhor apreendermos os efeitos de coerência estrutural, ou seja, para uma melhor concatenação da unidade textual. A impressão estética que advém do signo, com suas partes de tal modo relacionadas umas às outras, confere qualidade imediata à totalidade textual. Sob essa perspectiva, convidamos pesquisadores da área da linguística, da literatura, bem como de outras esferas midiáticas da expressão artística (Graphic novels, música, cinema, pictórica, etc) para contribuírem com seus trabalhos dentro do âmbito das teorias e críticas semióticas como objetivo de contribuir para uma reflexão sobre a aplicabilidade da Semiótica enquanto teoria de leitura e interpretação de textos literários.

Previsão para publicação: 01/09/2020.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/07 de 2020.

 

Temática/tema: O Léxico  em diferentes perspectivas.

Organizador: 

Everton Lourenço da Silva Maximo (UFRJ)

resumo:

Os estudos lexicais apresentam uma ampla variedade de abordagens, enfoques e campos de atuação. Seja na morfologia, na lexicografia, na lexicologia, na etimologia ou em outras diversas áreas, o Léxico tem sido tema de trabalhos de grande relevância no cenário dos estudos linguísticos. Sendo assim, a presente chamada visa a reunir textos que apresentem reflexões sobre o Léxico em diferentes perspectivas: descrição gramatical, ensino, elaboração de dicionários, estudos com base em corpora etc. Serão aceito artigos ou ensaios de cunho teórico ou prático: revisões da literatura, resultados de pesquisa concluída, relatórios de pesquisa em andamento e relatos de experiência em sala de aula.

Previsão para publicação: 01/10/2020.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/08 de 2020.

Temática/tema: O trabalho com textos multissemióticos em sala de aula: perspectivas metodológicas.

Organizadoras: 

Dra. Helena Maria Ferreira (UFLA)

Doutoranda Jaciluz Dias (UFJF)

Mestranda Teciene Cássia Souza (UFLA)

resumo:

Vivemos um período em que os avanços tecnológicos têm reconfigurado as mais diversas formas de interação e, embora possamos constatar avanços em relação à diversidade de uso de gêneros discursivos no contexto educacional, consideramos que as práticas pedagógicas ainda têm demandado abordagens que se desloquem de uma pedagogia da leitura pautada na modalidade escrita para a exploração das múltiplas semioses constitutivas dos textos que circulam na sociedade da informação. Nesse sentido, a presente chamada para publicação tem por objetivo congregar pesquisas que possam contribuir para uma reflexão acerca do trabalho com textos multissemióticos. Partimos do pressuposto de que a socialização de estudos realizados por pesquisadores e propostas pedagógicas desenvolvidas por professores pode promover aprendizagens significativas e potencializar experiências que possibilitem conceber a leitura como uma prática que viabiliza a interação entre sujeitos que se formam na/pela linguagem e que, em decorrência, participam de deslocamentos dos modos de conceber o mundo e de agir nele. Serão aceitos capítulos ou ensaios com diversas abordagens: resultados de pesquisa concluída, relatórios de pesquisa em andamento, relatos de experiência em sala de aula e revisões da literatura.

Previsão para publicação: 01/11/2020.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/10 de 2020.    

Temática/tema: Variação linguística nas Mídias: impasses comunicativos.

Organizadores: 

Alexandre Ferreira Martins (Doutorando e Mestre em Sciences du Langage - Université Paul-Valéry Montpellier 3)

Lattres: http://lattes.cnpq.br/2516522051025240

Lis Yana de Lima Martinez  (Doutoranda e Mestre em Letras – UFRGS)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3289410998497809

Ricardo Cortez Lopes (Doutor e Mestre em Sociologia  UFRGS)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/0168878682156505

resumo:

As variações linguísticas (LABOV, 1966) descortinam a existência das representações sociolinguísticas, que, por vezes, implicam em impasses comunicativos, i.e. em interrupções de interações entre indivíduos por meio da fala. Quando nas mídias – considerando-as extensões do ser humano, como postulado por McLuhan (1964) –, os impasses nos oportunizam um estudo transdisciplinar do corpus. Reuniremos estudos que analisam situações em que sujeitos têm a interlocução interrompida em mídias diversas. Neste e-book, os capítulos apresentarão investigações sobre as interlocuções nas mídias, a fim de se perscrutar pressões sociais e rastros culturais que operam frequentemente sobre a comunicação. 

Palavras-chave: variação linguística, interlocução, mídias, representações sociais.

Público: Linguistas e pesquisadores do campo das Ciências Sociais e Midiáticas. 

Referências:

CALVET, Louis-Jean; DUMONT, Pierre (org.). L’enquête sociolinguistique, Paris : L’Harmattan, 1999.

COLE, Helena; GRIFFITHS, Mark D. Social Interactions in Massively Multiplayer Online Role-Playing Gamers. Cyberpsychology & behavior. New Rochelle: Mary Ann Liebert, Inc., v.10, 2007. p. 575-583.

CREEBER, Glen; MARTIN, Royston. Digital cultures: understanding new media. New York: Open University Press, 2009.

Durkheim, E. Sociologia e filosofia. São Paulo: Ícone, 1994.

ILARI, Rodolfo; BASSO, Renato. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. São Paulo: Contexto, 2006.

JOVCHELOVITCH, Sandra. Os contextos do saber:  representações, comunidade e cultura. Petrópolis: Vozes, 2008.

LABOV, William. The social stratification of English in New York City. Washington, D.C.: Center for Applied Linguistics, 1966.

______. Principles of linguistic change. Vol 1: Internal factors. Oxford/Cambridge: Basil Blackwell, 1994.

______. Sociolinguistic patterns. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, 1972.

Levinson, Paul. Digital McLuhan: a guide to the information millennium. New York: Routledge, 1999.

LUCCHESI, Dante. Língua e sociedade partidas. A polarização sociolinguística do Brasil. São Paulo: Editora Contexto, 2015.

MCLUHAN, H. Marshall. Understanding media.  New York: McGraw-Hill, 1964.

MOSCOVICI, Serge. Representações sociais: investigações em psicologia social. Petrópolis: Vozes, 2011.

TAYLOR, Charles. The ethics of authenticity. Cambridge: Mass, Harvard University Press,1992.

Previsão para publicação: 31/01/2021.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/10 de 2020.    

 

Temática/tema: A Linguística Aplicada em tempos de barbárie.

Organizadores: 

Emerson Tadeu Cotrim Assunção (Professor- UNEB Campus XX)

 Lattes: http://lattes.cnpq.br/5833782799706831 

 Juliana Alves dos Santos (Professora- UNEB Campus XX)

 Lattes: http://lattes.cnpq.br/4152221336704268

resumo:

As relações sociais mediadas pela linguagem sempre foram objetos da LA. Na atualidade, as linguagens têm sido afetadas por ações que sinalizam para barbáries e desestabilizações sociais: governos autoritários, institucionalização do racismo, golpes políticos e a pandemia pelo Sars-Cov-2.  Como a LA defende a descolonização do conhecimento e a pluralidade dos sujeitos, nossas práticas sociais são constantemente reconfiguradas. Assim, essa obra objetiva compilar textos acadêmicos que tematizem as relações entre linguagem e sociedade afetadas pelo novo cenário econômico-político-social.

Palavras-chave: Linguística Aplicada. Pandemia. Práticas sociais

Previsão para publicação: 31/01/2021.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 30/11 de 2020.

Temática/tema:  Práticas tecnolinguageiras: Contribuições da linguística de texto aos estudos de práticas comunicativas em meio digital.

Organizadoras: 

Jaqueline Barreto Lé (Professora - UFRB)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3461314846914598

Isis Juliana Figueiredo de Barros (Professora -UFRB)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/9156274835708603

resumo:

Com o surgimento das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDIC), a Linguística Textual passou, nas últimas décadas, por uma espécie de revisão do seu escopo teórico, impulsionada pelo impacto do digital nas diversas práticas comunicativas da atualidade. A chamada "revolução da linguagem", abordada  por Crystal (2005), trouxe inúmeras consequências em termos não só da materialidade textual e das condições em que se assenta a textualidade,  mas também das múltiplas formas de interação e de construção do(s) sentido(s) entre os interlocutores. Sendo assim, a presente chamada para publicação tem por objetivo reunir pesquisas que tratem das variadas contribuições desse campo teórico no estudo de práticas (tecno)linguageiras a partir de algumas de suas principais temáticas: gêneros, multimodalidade, hipertextualidade, intertextualidade, referenciação etc.

Palavras-chave: Textualidade. Hipertexto. Práticas Tecnolinguageiras. 

Previsão para publicação: 28/02/2021.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 30/11 de 2020.

Temática/tema:  Manual de Sociolinguística Histórica: teorias, métodos e análises.

Organizadora: 

Tatiana Keller  (Professora UFSM)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/7963966301063498

resumo:

 Aitchison (2012) refere que, recentemente, as perspectivas sincrônica e diacrônica têm sido unificadas nos estudos linguísticos. No passado, no entanto, a situação era diferente: no século XIX, predominavam os estudos diacrônicos e, no XX, os sincrônicos. Contudo, foi Labov (1972), no âmbito da Sociolinguística, que além de investigar casos de variação linguística (estável), em que não se verifica uma tendência de predominância de uma variante linguística sobre a(s) outra(s), observou também casos de mudança em progresso (ou em curso), em que o processo de variação caminha para sua resolução em favor de uma das variantes identificadas, a qual deve generalizar-se dentro da comunidade de fala. Para verificar se um fenômeno variável apresenta características de uma mudança em progresso é necessário observá-lo ao longo do tempo, a chamada análise em tempo real. Dessa forma, é possível integrar sincronia e diacronia, ou seja, é possível observar processos de variação e mudança linguística ao longo do tempo. Labov (1972) reforça a necessidade de se olhar para fenômenos que variam ao longo do tempo ao mencionar a atuação do Princípio de Uniformidade, segundo o qual forças que operaram para produzir mudanças linguísticas hoje são do mesmo tipo e da mesma ordem de magnitude das que operaram cinco ou dez mil anos atrás. Tal pensamento abre caminho para o surgimento da Sociolinguística Histórica cuja primeira referência aparece em 1982 em um trabalho de Suzanne Romaine, no qual a autora procurou avaliar de que forma o modelo quantitativo da sociolinguística variacionista poderia ser aplicado a dados históricos.

  No entanto, para que se possa aplicar a metodologia variacionista a dados de sincronias pretéritas, algumas adaptações são necessárias. Uma das questões mais difíceis diz respeito à obtenção de dados. Mattos e Silva (1991) faz referência a essa dificuldade dizendo que, ao lidar com dados de sincronias passadas, o pesquisador fica limitado apenas aos documentos escritos que resistiram ao tempo e a acidentes históricos, uma vez que não é mais possível contar com a ajuda de falantes nativos daquela variedade. Conforme Labov (1972), o pesquisador em linguística histórica faz o melhor uso de um dado ruim (o chamado bad data problem). Além disso, Mas (2003: 3, 4) alerta que em qualquer análise em linguística histórica é preciso considerar que o dado escrito apresenta certos aspectos que precisam ser levados em conta: i) a quantidade ou a frequência das variantes é consideravelmente reduzida em comparação ao dado falado e ii) a ausência de uma variante, prevista para ocorrer em um determinado período,  pode levar a dificuldade para datação de um fenômeno linguístico. Isso se deve, muitas vezes, ao caráter mais conservador do código escrito. Labov (1994) comenta ainda que o pesquisador, nessa perspectiva, enfrenta outra dificuldade: a de ter de explicar quão diferente é o passado em relação ao presente (Historical Paradox). Para o autor, essa é a tarefa da Sociolinguística Histórica. Para dar conta dessa tarefa, pesquisadores como Bergs (2005), fazem alusão à necessidade de intersecção entre diversas áreas tais como a linguística, a sociologia e a história, por exemplo. Além disso, o autor menciona o fato de que a Sociolinguística Histórica precisa desenvolver seus próprios objetivos, metodologias e teorias, os quais devem ser separados da sociolinguística atual e da linguística histórica.

 Ademais à questão do acesso às fontes, é preciso rever também a formulação das variáveis linguísticas e sociais. Medina Morales (2005) destaca que fatores sociais, tais como sexo, idade, classe social e escolaridade, comumente levados em consideração em análises sincrônicas atuais precisam ser relativizados no âmbito da Sociolinguística Histórica. No que diz respeito à variável sexo, a autora comenta que, nos estudos nessa área, muitas vezes, temos de prescindir dela em função da escassez de textos produzidos por mulheres. Em relação à idade, a autora menciona a dificuldade de estratificar os escreventes em faixas etárias distintas o que faz com que tenhamos de abdicar de estudos que levem em conta diferenças geracionais e que nos concentremos em períodos de tempo maiores. Outra variável importante nos estudos sociolinguísticos é a classe social. No entanto, sua conceituação apresenta problemas tanto para análises sincrônicas quanto diacrônicas. A mesma autora diz, por exemplo, que a partir dos anos 70, essa variável tem sido desdobrada em outras como: educação, ocupação, renda, ou, mais modernamente, tem sido utilizada a noção de rede social. Por fim, a autora expõe que, na Sociolinguística Histórica, por vezes, não se pode distinguir muitos níveis de escolaridade, uma vez que havia, no passado, um grande número de analfabetos e não havia influência dos meios de comunicação. Da mesma forma que em análises de dados de fala, é possível observar aspectos linguísticos de vários tipos: ortográficos, fonológicos, sintáticos, lexicais, morfológicos, semânticos, pragmáticos, entre outros, em documentos escritos.

TEMÁTICA DOS CAPÍTULOS

Parte I – Teorias

  1. Origem e conceitos básicos de Sociolinguística Histórica;

  2. Princípio da Uniformidade, bad data problem, historical paradox (LABOV, 1972);

  3. Interdisciplinaridade. 

Parte II – Métodos

  1. Fontes: documentos pessoais (cartas, diários etc), documentos oficiais e eclesiásticos, jornais, livros e manuais;

  2. Variáveis linguísticas: ortográficas, fonético/fonológicas, morfológicas, sintáticas, semânticas etc.

  3. Variáveis sociais: gênero, idade, grau de letramento, estrato social, tipo de documento, gênero do texto etc.

Parte III – Análises aplicadas ao português.

Previsão para publicação: 28/02/2021.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/12 de 2020.

Temática/tema: O que pode a Linguística de Corpus? (Série Potencialidades, Volume 1).

Organizadores: 

Mateus Emerson de Souza Miranda (Doutorando - Mary Immaculate College, University of Limerick)

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/4219342820182875

Giovani Carlos Santos (Doutorando - Mary Immaculate College, University of Limerick)

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/8509666129837419

resumo:

A Linguística de Corpus (LC), campo ainda considerado novo no Brasil, tem aplicações para os estudos em Linguística Teórica e Aplicada, possibilitando investigações empíricas através de dados autênticos orais ou escritos, coletados sob critérios rígidos de design. O escopo da LC abrange subáreas de pesquisas como: estudos em análise do discurso, semânticos, pragmáticos, sintáticos, sociolinguísticos, tradutológicos, lexicográfico, ensino e aprendizagem de línguas, entre outros. Nesse contexto de possibilidades diversas, o objetivo desta proposta visa reunir em textos inéditos discussões sobre as interfaces da LC e seus desafios. Serão aceitos textos de pesquisas já concluídas de caráter teórico-empírico, relatórios de pesquisa em andamento, e revisões da literatura.

Previsão para publicação: 31/03/2021.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/12 de 2020.

Temática/tema: Reflexões sobre a história do pensamento linguístico.

Organizador: 

Everton Lourenço da Silva Maximo (Mestre em Linguística – UFRJ)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/6550891117864799

resumo:

A presente chamada visa a reunir textos que apresentem reflexões sobre a história do estudo da linguagem, tomando esse conceito tal qual proposto por Swiggers (2017, p. 75): “os tipos de atividade intelectual relacionados à(s) língua(s) que se concentram em suas propriedades estruturais, socioculturais e históricas (incluindo características [talvez] atribuídas erroneamente à linguagem ou às línguas)”. Serão aceitos artigos ou ensaios que versem sobre o pensamento linguístico-filosófico desde a Antiguidade até a Modernidade, bem como os estudos no âmbito da Linguística desde os seus primórdios nos séc. XIX e XX até os dias atuais.

Palavras-chave: pensamento linguístico; historiografia linguística; história da linguística.

Referência:

SWIGGERS, Pierre. Linguistic historiography: a metatheoretical synopsis. In: Todas as letras.  v. 19, n. 2, 2017. p. 73-96.

Previsão para publicação: 31/03/2021.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/01 de 2021.

Temática/tema: Análise do Discurso: abordagens pêcheutianas.

Organizadores: 

Edilene Oliveira da Silva Feitosa  (Mestra em Linguística – Estudos de Discurso (UFS); Professora efetiva do município de Feira de Santana – BA.)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/1251194786530611

Daniel da Rocha Silva (Mestrando em Estudos Linguísticos (UFS); Professor efetivo da rede municipal de ensino de Pão de Açúcar – AL.)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4381004876710988

resumo:

A AD francesa tem trazido abordagens diversas no que tange ao seu objeto de estudo, o discurso, considerado por Orlandi (2005, p. 10) como “[...] a política da língua que se materializa no corpo do texto, ou seja, na formulação, por gestos de interpretação que tomam sua forma na textualização do discurso.”. Por ser passiva de interpretações, essa “política da língua” não se materializa de forma unívoca e/ou estática, pois transcende às mais diversas historicidades. Como bem afirma Michel Pêcheux (1995, p. 91): “[...] o sistema da língua é, de fato, o mesmo para o materialista e para o idealista, para o revolucionário e para o reacionário, para aquele que dispõe de um conhecimento dado e para aquele que não dispõe desse conhecimento.”; e descarta a possibilidade de homogeneidade discursiva: “Entretanto, não se pode concluir, a partir disso, que esses diversos personagens tenham o mesmo discurso [...]” (PÊCHEUX, 1995, p. 91) ao ressaltar que  “[...] a língua se apresenta, assim, como a base comum de processos discursivos diferenciados, que estão compreendidos nela na medida em que, [...], os processos ideológicos simulam os processos científicos.” (PÊCHEUX, 1995, p. 91). Nesse sentido, essa proposta objetiva abarcar estudos discursivos a partir de análises de gêneros textuais verbais e não-verbais, de discursos que se movimentam atualmente nas esferas sociais, considerando, desse modo, os mais diversos contextos e histórias de produção com abordagens de falas de diferentes atores da sociedade. Tem como público alvo estudantes de graduação em Letras (desde que com orientador), mestres e/ou mestrandos, doutores e/ou doutorandos que possam, através de suas pesquisas, fomentar o debate acadêmico. Assim, corroboramos com a consideração de Orlandi (2005, p. 11) sobre o que é o discurso: “[...] efeito de sentido entre locutores, um objeto sócio-histórico em que o linguístico está pressuposto.”. Ou seja, na história, que por si, é ideológica, perpassam os discursos. A língua materializa-os. Ao analisá-los, metodologicamente, passamos por todo esse percurso e compreendendo, a partir da materialidade empírica na língua (seja escrito ou oral, verbal ou não-verbal), os efeitos de sentidos que perpassam o material, isto é, os discursos: históricos, ideológicos, políticos.

Palavras-chaves: Língua. Análise de Discurso. Verbal. Não-verbal. História.

Previsão para publicação: 30/04/2021.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/01 de 2021.

Temática/tema: Ensino de português em tempos de pandemia: ressignificando práticas.

Organizador:

Anderson da Silva Ribeiro (Doutor em letras/UERJ e Mestre em Linguística aplicada/UFRJ).

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4796426412562246

Resumo:

Desde a virada discursiva do século XX para o XXI, pesquisas e documentos ganharam voz no Ensino de língua materna. Orientou-se que o texto fosse objeto de ensino nas aulas de português, o que foi fortemente acentuado com a publicação dos Parâmetros
Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (BRASIL, 1997) até esforços que resultaram na Base Nacional Comum Curricular (2017). A escola reinventa-se e ressignifica-se com debates sobre gêneros discursivos e sequências didáticas. A ideia é preencher as lacunas do alunado por meio de atividades epilinguísticas. O mundo da gramática passa a ser visto absorvido pelo mundo do fazer linguístico quando escrevemos, lemos, falamos (NEVES, 2018, p. 18). Uma urgência instaurou-se no cenário epistemológico: a prática de ensino on-line. Parece que tudo se agravou. O professor teve de se valer da sua característica “camaleônica” nem sempre pacífica. Com a pandemia, o ensino a distância impôs-se como única possibilidade de canal. Educadores das diversas partes do país viram-se na condição de rever conceitos e preconceitos e privilegiar, ao menos, por hora, gêneros discursivos digitais. A tecnologia tornou-se mais um entrave para o professor da modalidade presencial quando não deveria. A tecnologia deve ser utilizada a serviço da (nova) escuta, da leitura, da produção de textos orais e escritos. Serão aceitos trabalhos e relatos de experiência de educadores de língua materna de todo país (mestrandos; mestres; doutorandos; doutores), cujas reflexões dialoguem com o cenário contemporâneo.

Previsão para publicação: 30/04/2021.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 28/02 de 2021.

Temática/tema: Ensino de Linguagens e as Ideias Linguísticas do Circulo de Bakhtin: abordagens necessárias ao contexto da sala de aula na educação básica brasileira.

Organizador: 

Wallace Dantas (UFCG)

resumo:

Pensar o ensino de português nos dias atuais é (res)significar práticas pedagógicas, é pensar na importância de sempre pensar e repensar o fazer e o agir docente em sala de aula, é pensar sobre a práxis na sala de aula, se debruçar sobre a ação-reflexão-ação no ambiente escolar. Refletindo sobre esse ensino a partir da BNCC (e de outros documentos oficiais, quando necessaário), o tema aqui proposto busca contribuir com as discussões e debates mais atuais sobre o ensino de língua portuguesa. No Brasil, tanto nas faculdades de educação (graduação e pós-graduação), quanto nos cursos de Letras (graduação e pós-graduação), há um profícuo debate sobre a temática aqui proposta. Em vários programas de pós-graduação, em contexto da linguística aplicada, a exemplo do Programa de Pós-Graduação em Linguagem e Ensino – PPGLE, da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, os debates travados em torno do ensino de português em escolas de âmbito publico quanto privado são de grande relevância, contribuindo para a ampliação de pesquisas nessa área, – linguística aplicada, linguagem e ensino -, como também para a formação de professores, em especial, os de língua portuguesa. Diante dessas considerações, este livro pretende reunir trabalhos que apresentem um debate aprofundado e fundamentado em pesquisas teóricas e práticas, além das experiências de professores, de estudantes de pós-graduação (pesquisas acadêmicas e profissionalizantes – mestrados acadêmicos e profissionais, respectivamente e a exemplo), dentre outros profissionais da área da educação, que possuam um olhar voltado para as questões linguageiras, tomando como aporte teórico os postulados do chamado “Círculo de Bakhtin”, em especial, nas pessoas de Mikhail Bakhtin, Valentin Volóchinov e Pável Nikoláievitch Medviédev. Autores brasileiros, pesquisadores da abordagem dialógica e das ideias do “Círculo de Bakhtin”, também podem ser usados no aporte teórico, sempre entrelaçando tais ideias ao ensino de língua portuguesa no contexto da sala de aula da educação básica brasileira.

Previsão para publicação: 31/05/2021.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 28/02 de 2021.

Temática/tema: Análise dos discursos de ódio na contemporaneidade.

Organizador: 

Wesley Henrique Alves da Rocha (Doutorando em Estudos de linguagens/UFMT)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2042954175386639

Celiomar Porfírio Ramos (Doutorando em Estudos de linguagens/UFMT)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/8734803201063388

resumo:

Diante dos contextos políticos e sanitários atuais, tem sido cada vez mais comum nos depararmos com discursos de ódio que se manifestam das mais diversas maneiras. Tais discursos sempre estiveram presentes na história da humanidade; no entanto, quando temos uma instituição governamental que, desde a campanha eleitoral, se projeta em discursos de ódio e de ameaças a democracia, estes mesmos discursos se tornam mais frequentes e, principalmente, mais evidentes, pois pessoas que se identificam com o ódio acabam se sentindo mais à vontade para declarar seus preconceitos abertamente e sem medo de represálias. Propomos nesta chamada, reunir estudos que objetivam analisar os discursos de ódio presentes na sociedade. Considerando que o discurso em si é a construção linguística junto ao contexto social onde o texto/discurso se desenvolve e que Michel Foucault descreveu a Ordem do Discurso como uma construção de características sociais, selecionaremos artigos que façam uso da análise do discurso em suas variadas metodologias e conceitos/autores.

Palavras-chave: análise do discurso; discurso de ódio; contexto social.

Previsão para publicação: 31/05/2021.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

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