Literatura

Chamada aberta até o dia 30/09 de 2020.

Temática/tema: Literatura e Filosofia - Diálogos e Interfaces.

Organizadoras:

Maria do Socorro Pereira de Almeida (Professora/UFRPE)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3185435491287172

 Ayanne Larissa Almeida de Souza (Doutoranda/UEPB)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/5437867936739184

resumo:

Literatura e Filosofia possuem similitudes e diferenças, embora utilizem a linguagem como forma de expressão. Se considerarmos que a Filosofia é uma ciência que busca investigar, analisar, compreender, explicar e questionar a realidade humana, podemos considerar a Literatura enquanto objeto da Filosofia, uma vez que aquela traspassa a condição existencial do sujeito humano. Segundo Sartre (2004), a literatura deve ser desmistificada e reconhecida enquanto ofício que manipula a linguagem. A Arte, de um modo geral, tal como salienta Leopoldo e Silva (2004), sempre foi o mote de muitos filósofos e foi por estes tematizada e debatida. Entretanto, para o existencialismo sartreano, de cujo conceito nos servimos, a arte e, mais especificamente, a literatura - a arte construída com palavras - não deve ser vista como uma abstração e uma alienação pelo lugar de Belo Absoluto, de contemplação a que se credita. Avesso a isso, tal como salienta Thana Mara de Souza (2008), o Belo que diz respeita à Arte implica sempre uma relação ética e só é possível sobre um fundo de realidade. Nosso objetivo consiste em reunir investigações que pervaguem as relações entre Filosofia e Literatura, reunindo trabalhos que versem sobre os dialogismos e interfaces, tanto no que diz respeito ao tratamento literário de textos filosóficos, quanto no que concerne às análises filosóficas de obras literárias. Temos por finalidade atrair pesquisadores cujas investigações se situem dentro da relação entre os discursos filosóficos de textos literários, bem como sobre o tratamento estético dos textos da filosofia, assim como nos diálogos que abordem propostas para o ensino dialógico de filosofia e literatura. A partir da perspectiva apresentada, almejamos compreender a literatura e a filosofia enquanto conhecimentos diferentes, porém entrelaçados. Visamos mostrar as afinidades que existem entre ambas as áreas, identificando filósofos e literatos que utilizaram a fusão entre a literatura e a filosofia. Apreciaremos trabalhos que retratem filósofos e literatos bem como discussões que visem levantar estratégias e propostas de ensino por meio dos diálogos entre essas duas áreas do conhecimento – Filosofia e Literatura.

 

Referências:

SARTRE, Jean-Paul. O que é literatura? Tradução de Carlos Felipe Moisés. 3. ed. São Paulo: Palas Athena, 2004.

SILVA, Franklin Leopoldo e. Ética e Literatura em Sartre: ensaios introdutórios. São Paulo: Editora UNESP, 2004.

SOUZA, Thana Mara de. Sartre e a literatura engajada: Espelho crítico e consciência infeliz. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2008.

Previsão para publicação: 01/12/2020.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 20/01 de 2021.

Temática/tema: As diferentes faces de Lúcifer – O Diabo e o diabólico nas Artes.

Organizadora:

 Ayanne Larissa Almeida de Souza (Doutoranda/UEPB)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/5437867936739184

resumo:

O Diabo sempre foi um personagem polêmico. Se podemos julgar até que ponto ele figura na literatura de todas as épocas desde a era cristã, sempre foi o personagem que mais provocou a fascinação dos leitores e escritores. No Antigo Testamento, não havia ainda um personagem muito ligeiramente esboçado com o qual os cristãos identificariam o Diabo. Segundo Giovanni Papini (1955), o espírito do mal que despencara do céu, como Lúcifer (aquele que leva a luz) para disputar com Deus é apenas a sugestão de um personagem que somente a imaginação cristã da Idade Média poderia criar completamente. Para Carlos Alberto Figueiredo Nogueira (2002), na Idade Média, as crônicas dos monges e as lendas dos santos estão cheias dessa figura cujas denominações modificam-se, sendo o Demônio citado muito mais nos registros canônicos do que o próprio Deus. Repentinamente, de acordo com Robert Muchembled (2002), o Diabo tornara-se um membro muito ativo da sociedade, invadindo o imaginário popular com tal força que serviu melhor aos desígnios da Igreja do que a imagem de Jesus Cristo. Afinal, sem o poder desmesurado de Satã, a pedagogia do medo instaurada pela Igreja não poderia ter tido êxito.

Na Literatura, a personificação diabólica mais famosa certamente é Mefistófeles, personagem presente nas muitas versões do mito fáustico. Figura medieval, considerado a encarnação do Mal, aliado de Lúcifer para capturar almas inocentes, Mefistófeles é um dos demônios mais cruéis e em muitas culturas também se toma como sinónimo do próprio Diabo. O Diabo é caracterizado como um personagem em muitas representações musicais, desde a Idade Média até os tempos modernos. Podemos vê-lo em vários oratórios barrocos de compositores como Carissimi e Alessandro Scarlatti. A música de violino, considerada virtuose, muitas vezes era associada a Satã. A sonata O Trinado do Diabo, de Tartini, e os 24 Caprichos para Violino, denominados de “o riso do Diabo”, de Paganini, são exemplos. Não esqueçamos que o próprio Nicolo Paganini foi apelidado de “o Maldito” por conta de um suposto pacto feito com o Diabo para obter o dom de tocar violino. No que diz respeito ao cinema e à televisão, o Diabo é frequentemente representado como um ser humano comum e, às vezes, apenas sua voz é ouvida. Satanás, como personificação do mal, oferece muitas oportunidades narrativas. Lutas com o Diabo têm sido usadas para simbolizar as fraquezas e tentações humanas. Nos filmes do gênero terror e suspense, o Demônio fornece um inimigo praticamente Todo-Poderoso.

Convidamos, portanto, pesquisadores de todas as áreas das ciências humanas que possuam trabalhos que versem sobre a imagem e o mito do Diabo em todos os âmbitos das artes, bem como trabalhos que prezem as investigações estéticas, históricas, sociológicas, antropológicas, filosóficas e teológicas dessa figura, esse espírito ou poder que é a manifestação do Mal e que, geralmente, refere-se ao príncipe dos espíritos malignos e, como tal, assume várias formas nas religiões e no imaginário da sociedade ocidental.

 

Referências:

MUCHEMBLEB, Robert. Historia del Diablo – Siglo XII-XX. Traducción de Federico Villegas. México: FCE, 2002.

los Alberto F. O Diabo no Imaginário cristão. 2.ed. São Paulo: EDUSC, 2002.

PAPINI, Giovanni. The Devil. Michigan, US: Dutton, 1955.

Previsão para publicação: 20/03/2021.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/10 de 2020.

Temática/tema: Clarice Lispector e o substrato vibrante da palavra.

Organizador:

Sandro Adriano da Silva (Professor/UNESPAR)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2018674592523037 

resumo:

Escritura movida pelo pathos que a torna resiliente a qualquer classificação: “Inútil querer me classificar: eu simplesmente escapulo não deixando, gênero não me pega mais”, diria a autora de Água Viva (1973). E como “escrever é uma indagação” (Sopro de vida), tudo se transforma em um drama de linguagem. Assim, partícipes de um só e mesmo ritual - a criação do texto - autora, leitores e leitoras, obra e linguagem arrastam consigo todo um poder de reflexão que se realiza no “substrato vibrante da palavra” (Água viva). Esse ano comemora-se o centenário de nascimento da autora, o que dá ensejo a esta chamada, oportuna para ler, interpretar e discutir alguns ângulos estéticos e temáticos da obra clariceana.

Previsão para publicação: 28/12/2020.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

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Chamada aberta até o dia 31/03/2021.

Temática/tema: Literatura e Semiologia: diálogos, rupturas e crítica cultural.

Organizadora:

 Elisabeth Silva de Almeida Amorim (Doutoranda em Crítica Cultural/UNEB)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4701087037715190 

resumo:

O que pode o literário? O ensino da literatura agrega saberes e diálogos com outros campos de conhecimento. Assim, para pensar no ensino da literatura, principalmente na educação básica, é necessário associá-lo a outros signos para promover apropriação do texto pelo leitor-autor. Derrida defende que a parceria da literatura com outros saberes culturais, artísticos e históricos é fundamental para sobrevivência dessa estranha instituição chamada literatura, uma vez que a essência da literatura é não ter essência alguma e o poder concentra-se no despoder. O não dito ou rejeitável por outras áreas, recebe o abraço da literatura e torna-se dizível, seja articulando saberes, representando o real ou multiplicando os sentidos. Unir a literatura à semiologia faz parte da teoria da intersemiose de Barthes, pois a semiosis é a força de liberdade da literatura, capaz de multiplicar os significantes, dialogar com outras áreas e desconstruir os significados transcendentais. Desse modo, o objetivo dessa proposta é acolher pesquisas cujo objeto é a literatura e outros signos para uma reflexão crítica acerca da liberdade de transgredir da literatura para abrir horizontes. Teóricos como Michel Foucault, Jacques Derrida, Ferdinand Saussure, Gilles Deleuze, Roland Barthes, Giorgio Agamben serão muito bem-vindos na discussão proposta. Desde o final do século XIX, as contribuições de Saussure provocaram uma virada linguística, já que a linguagem, segundo ele, estava presa a uma tradição metafísica ocidental, e o signo é a chave fundamental capaz de livrá-la da prisão. E por que não se estender para o linguístico-literário? Afinal, a literatura bebe na fonte de Saussure e abre o leque para as desconstruções do literário.

Palavras-chave: literatura; semiologia; desconstrução.

 

Referências:

AGAMBEN, Giorgio. A barreira e a dobra. In: AGAMBEN, Giorgio. Estâncias: a palavra e o fantasma na cultura ocidental. Trad. Selvino José Assmann. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2007.

BARTHES, Roland. Aula. aula inaugural da cadeira de semiologia literária do Colégio de França. Pronunciada em janeiro de 1997, Trad. Leyla Perrone _Moisés. São Paulo: cultrix, 2001.

DERRIDA, Jacques. Uma estranha instituição chamada literatura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2014. FOUCAULT, Michel. O que é um autor In: FOUCAULT, Michel. que é um autor? Trad. Antonio Fernando Cascais e Edmundo Cordeiro Lisboa: Veja, 1992, p. 29-87.

SANTOS, Osmar Moreira. Platô de crítica cultural na Bahia: por um roteiro de trabalho científico transgressor. In: 40 anos do GELNE (livro de referência sobre programas de pós-graduação em Letras no Nordeste) no prelo, p. 1-21.

SEIDEL, Roberto Henrique. As materialidades do texto na contemporaneidade: deslendo os conceitos de autor, leitor e obra. Texto resultado de comunicação oral no II Simpósio de Desleituras em Série. Jacobina: UNEB, 2017.

Previsão para publicação: 30/06/2021.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

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Chamada aberta até o dia 31/10 de 2020.

Temática/tema: A cor e a fome de um Quarto de Despejo: 60 anos da obra de Carolina Maria de Jesus.

Organizador:

Sandro Adriano da Silva (Professor/UNESPAR)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2018674592523037 

resumo:

Das páginas de um diário registrado em cadernos, Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, escritora negra e da periferia da então favela do Canindé, à beira do rio Tietê, em São Paulo, chega aos sessenta anos. Uma obra emblemática que continua a tocar leitores e leitoras pelo seu testemunho contundente, realismo cruel e pela linguagem sensível, pondo na berlinda a consciência histórica sobre a geografia social da periferia e o tema da exclusão, dinamizando a problemática da literatura de autoria feminina negra como desafio ao cânone literário, além de propor uma nova dicção da prosa contemporânea.. Esta chamada abre-se para contribuições que pretendem orquestrar esses e outros matizes da obra de Carolina Maria de Jesus, em especial, sobre a obra Quarto de Despejo.

Previsão para publicação: 28/12/2020.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

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Chamada aberta até o dia 20/12 de 2020.

Temática/tema: O esquadro e a pluma: João Cabral de Melo Neto - 100 anos

Organizador:

Sandro Adriano da Silva (Professor/UNESPAR)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2018674592523037 

resumo:

No ensaio “A máquina do poema”, Benedito Nunes esquadrinha sobre a poesia de João Cabral de Melo Neto: “A máquina do poeta é, afinal, a máquina do mundo”. (Nunes, 2009, p. 262, grifos do autor). Só filiado à Geração de 45 por um critério cronológico, João Cabral, “um autor-ilha” (Secchin, 2018, p. 251) afasta-se esteticamente de grupos, por ter uma dicção lírica autônoma na derivação da poesia brasileira moderna e nela manifestar sua consciência rigorosa com a arquitetônica do poema. Sua concepção de poesia é a de uma “construção de estruturas formais e lúcidas, lúcidos objetos de linguagem” (Neto, 1997, p. 135). Daí a depuração, o cálculo racional, numa linguagem concisa, elíptica, assumindo que, para si, “a criação não é um dom, dom que por sua gratuidade elimina qualquer inquietação sobre sua validade, e qualquer curiosidade sobre suas origens e suas formas de dar-se.” (Cabral, 1982, p. v.). Arquitetura antilírica avessa ao confessionalismo, sem, no entanto, escamotear “as várias peças da realidade social e humana”. (Nunes, 2009, p. 263).  Esta chamada, como uma planta baixa, acolhe reflexões e esquadros em torno da obra cabralina, como tributo ao poeta em seu centenário de nascimento.

Referências:

MELO NETO, João Cabral de. Poesia crítica: antologia. Rio de Janeiro: José Olympio, 1982.______. Prosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.

NUNES, Benedito. A máquina do poema. In: ______. O dorso do tigre. 3.ed. São Paulo: Editora 34, 2009, p. 257-268.

SECCHIN, Antonio Carlos. A suíte cabralina. In: ______. Percursos da poesia brasileira. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2018, p. 249-306.

Previsão para publicação: 31/03/2021.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com  contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

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