Psicologia

Chamada aberta até o dia 31/12 de 2022

 

Temática/tema: Psicologia Social e Jurídica: diálogos, interfaces e resistências

Organizadora:

Aline Daniele Hoepers (Mestra e Doutora em Psicologia pela UEM e Psicologia Judiciária do TJSP)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/8832972242023413

Resumo:

A proposta do livro é reunir artigos decorrentes de pesquisas científicas, debates teóricos e relatos de experiência no campo da Psicologia Social e/ou Jurídica, numa perspectiva crítica e interdisciplinar. Seu objetivo fundamental é integrar um conjunto de produções que abordem, sob enfoque teórico e/ou prático-reflexivo, temáticas relativas a violências, direitos humanos, trabalho psicossocial com famílias, práticas grupais de prevenção e promoção de direitos, interseccionalidade e outros temas emergentes na atuação da Psicologia no sistema de justiça e em políticas públicas sociais em interface com outras áreas.

Palavras-chave: Psicologia Social; Psicologia Jurídica; Interdisciplinaridade.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/12 de 2022

 

Temática/tema: Saúde Mental, Interseccionalidade e Transdisciplinaridade

Organizadoras:

Profa. Dra. Kelly Cristina Brandão da Silva (FCM/UNICAMP)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/8141203542670386

Mestranda Beatriz Almeida Gabardo (FENF/UNICAMP)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4818620960063984

Resumo:

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em seu Mental Health Action Plan 2013-2020, a saúde mental faz parte da condição de saúde e bem-estar dos seres humanos e não pode ser reduzida apenas ao estado de ausência de doenças ou enfermidades. A fim de se evitar a medicalização e a patologização, em uma perspectiva interseccional, discutir saúde mental pressupõe descolonizar noções hegemônicas e tratar de vulnerabilidades, desigualdade e produção do cuidado. O termo interseccionalidade, cunhado pela jurista afro-americana Kimberlé W. Crenshaw, em 1989, indica as múltiplas formas de poder expressas por categorias de diferença e diversidade, sobretudo as de raça, etnia, gênero, sexualidade, classe social, religião, idade e deficiências. Na contemporaneidade, em que predomina um modelo político- econômico neoliberal, não é possível conceber práticas de cuidado em saúde mental que negligenciem os desafios emergentes da pobreza, do racismo estrutural, do capacitismo, do patriarcado, da cisnormatividade e do etarismo. Os efeitos dessas problemáticas na produção de subjetividades e de sofrimento psíquico devem ser pautados nos diversos serviços de saúde mental, assim como na proposição e implementação de políticas públicas. Destaca-se ainda que o enfrentamento dessas questões indica a necessidade de uma ruptura de fronteiras estáticas entre as Ciências Humanas e as Ciências da Saúde, o que implica em discussões e práticas transdisciplinares. Diante deste panorama, o qual sublinha a dimensão sociopolítica do sofrimento, como bem enfatiza a psicanalista Miriam Debieux Rosa, esta chamada convida pesquisadoras, pesquisadores, trabalhadoras e trabalhadores do campo da saúde mental a enviarem seus trabalhos sobre as vicissitudes clínicas e políticas de experiências e reflexões acerca da promoção do cuidado interseccional, transdisciplinar e despatologizante.

Palavras-chave: saúde mental; interseccionalidade; transdisciplinaridade.

Referências:

ALMEIDA, S. L. de. Racismo estrutural. São Paulo: Sueli Carneiro, Pólen, 2019.
CRENSHAW, K. Documento para o encontro de especialistas em aspectos da discriminação racial relativos ao gênero. Rev. Estud. Fem. Florianópolis, v.10, n. 1, p. 171-188, jan. 2002.
JESUS, J. G. de. Saúde mental da população trans: apontar a cisnormatividade para interseccionalizar os corpos. In: CUNHA et. al. (orgs). Enfrentamento dos efeitos do racismo, cissexismo e transfobia na saúde mental. São Paulo: Editora Dandara; Instituto AMMA Psique e Negritude, 2021, p. 21-29.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE. Mental Health Action Plan 2013-2020. Genebra: OMS, 2013. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789241506021. Acesso de 18 de junho de 2022.
ROSA, M. D. A psicanálise lacaniana e a dimensão sociopolítica do sofrimento. Cult–Revista Brasileira de Cultura, v. 20, n. 8, p. 22-24, 2017.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.