LITERATURA

Chamada aberta até o dia 30/09 de 2022

Temática/tema: O Romance Contemporâneo do século XXI

Organizadora:

Gisele Meire Tita Nazário da Silva (Doutoranda - PPGEL/UFMT)

Lattes:  htt

Rayssa Duarte Marques Cabral (Doutoranda - PPGEL/UNEMAT)

Lattes:  htt

resumo:

De acordo com Giorgio Agamben (2009), o contemporâneo refere-se a uma singular relação com o próprio tempo, baseada na dissociação e no anacronismo. Trata-se, portanto, daquele que consegue evidenciar as inconsistências e as incoerências de seu tempo, sendo, portanto, “aquele que mantém fixo o olhar no seu tempo, para nele perceber não as luzes, mas o escuro.” (AGAMBEN, 2009, p. 62); trata-se do agente da mudança que é capaz de além de diagnosticar e denunciar o seu tempo, também transformá-lo, colocando-o em relação com os outros tempos. O presente livro/ebook busca, a partir da concepção de Agamben, reunir trabalhos que tenham como objeto de análise o romance contemporâneo, brasileiro ou estrangeiro, cuja publicação tenha ocorrido a partir do século XXI.

Palavras-chave: Romance contemporâneo. Romance brasileiro. Romance estrangeiro.

Referências:

AGAMBEN, Giorgio. O que é o contemporâneo? e outros ensaios. Tradução: Vinícius Nicastro Honesko. Chapecó-SC: Argos, 2009.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 30/09 de 2022

Temática/tema: Os mundos do trabalho na produção literária 

Organizador:

Rafael Lucas Santos da Silva

 

Doutorando em Letras – UEM. Realiza doutoramento na área de Estudos Literários, na Linha de Pesquisa Literatura e Historicidade, pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade Estadual de Maringá (UEM). É Mestre em Letras (UEM), com dissertação intitulada A insígnia de medalhão nos contos de Machado de Assis pelo prisma do Materialismo Lacaniano. Dedica-se à pesquisas sobre as relações entre literatura e trabalho e desenvolve pesquisa sobre o pensamento de Slavoj Zizek e suas aplicações aos Estudos Literários. Possui Graduação em Letras Português/Espanhol e Respectivas Literaturas na Universidade Estadual do Oeste do Paraná - UNIOESTE, Campus de Foz do Iguaçu.

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/5588944944503716

resumo:

Onde estão e quais são os papéis dos/as trabalhadores/as na produção literária? Como as relações sociais de trabalho podem ser formalizadas esteticamente e como esta temática na produção literária pode conduzir a uma reflexão política e ética sobre os mundos do trabalho? Estas são as indagações que incitam o desejo de reunir nesta coletânea pesquisadores/as cujas reflexões se voltam para o estudo da literatura em sua relação com os mundos do trabalho. Dalcastagné (2021) possui importantes pesquisas que apontam um “problema de representatividade” na literatura contemporânea, devido à ausência de grupos sociais subalternos como protagonistas em narrativas literárias. Em conformidade com a autora, é possível concluir, por exemplo, que os personagens costumam não estarem inseridos em um “espaço profissional” nem possuem “relações profissionais”. Dessa forma, a autora argumenta que “é como se o trabalho – com todo o seu universo [...] não fosse um tema digno para a literatura”, de modo que a produção literária contemporânea não incorpora “o trabalho e os trabalhadores entre os seus protagonistas” (DALCASTAGNÈ, 2021, p. 127). A relações sociais de trabalho são opacas na produção literária e solicitam análises, redimensionando parâmetros e repesando perspectivas. Trata-se, assim, de uma de uma contribuição de extrema importância aos estudos literários, uma vez que, conforme argumenta a autora, “os silêncios da narrativa brasileira contemporânea, quando nós conseguimos percebê-los, são reveladores do que há de mais injusto e opressivo em nossa estrutura social” (DALCASTAGNÈ, 2021, p. 141). Encarar o processo histórico da consolidação do mercado de trabalho é também pensar as estruturas autoritárias de nossa experiência social. Cardoso (2019) esclarece que as relações trabalhistas não deixaram de ser precárias até hoje, cujo desenvolvimento possui a característica da reprodução da desigualdade e da insegurança proletária, em que a construção dos direitos sociais e de trabalho para classes subalternas, com a sua cidadania salarial, não passou de uma “promessa utópica” (CARDOSO, 2019). Tal aspecto se reveste de grande interesse, tensionando cultura e representações literárias, que abre um horizonte de inquietações e constitui, ao mesmo tempo, uma espécie de ponto cego que desafia interpretações. Denning (2004) considera a questão como um “labirinto de complexidades – o labirinto formado por capital, trabalho e cultura – [que] continua sendo o desafio para os estudos culturais como disciplina emancipatória” (DENNING, 2004, p. 96, tradução nossa). Concordamos com a noção ampliada e contemporânea de classe-que-vive-do-trabalho, proposta por Antunes (2009), segundo a qual “uma noção ampliada de classe trabalhadora inclui, então, todos aqueles e aquelas que vendem sua força de trabalho em troca de salário” (ANTUNES, 2009, p.103). Essa noção ampliada de classe trabalhadora inclui os assalariados industriais, de serviços, rurais, os trabalhadores terceirizados, temporários, em tempo parcial, trabalhadores informais, trabalho doméstico, de plataformas digitais entre outros, e os desempregados, o que permitirá alargar a perspectiva sociais de representação, incluindo camadas até então excluídas dos espaços de enunciação do discurso literário. Em vista dessas discussões, convidamos a comunidade acadêmica a submeter propostas de artigos que abordem, em diferentes perspectivas teórico-metodológicas, essa relação entre literatura e trabalho nos mais diversos gêneros ficcionais: na poesia lírica, nas narrativas (poemas épicos, contos, romances), no drama, letras de canção, entre outros.

Palavras-chave: Produção Literária; Representação; Relações sociais do trabalho.

Referências:

ANTUNES, Ricardo. Adeus ao trabalho?: Ensaio sobre as metamorfoses e a centralidade do mundo do trabalho. 7. ed. São Paulo: Cortez; Campinas, SP: Editora da Universidade Estadual de Campinas, 2009.

DALCASTAGNÈ, Regina. Ausências e estereótipos no romance brasileiro das últimas décadas: Alterações e continuidades. Letras de Hoje, v. 56, n. 1, 2021.
DENNING, Michaek. Culture in the age of three worlds: reflecting on genocide.London: Verso, 2004
CARDOSO, Adalberto Moreira. A Construção da Sociedade do Trabalho no Brasil: uma investigação sobre a persistência secular das desigualdades. 2 ed. Rio de Janeido: Amazon, 2019.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

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Chamada aberta até o dia 30/09 de 2022

Temática/tema: O insólito na literatura de autoria feminina latino-americana

Organizadora:

Priscila Fernandes Balsini

Pós-doutoranda em Literatura Portuguesa - USP

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/8906031438691806

resumo:

Está em pauta a “emergência” de uma literatura de autoria feminina latino-americana, que aborda a condição da mulher a partir do insólito. Tal instância de ficcionalização possibilita a denúncia e a quebra de paradigmas, e propõe um exercício crítico de alteridade. Sob essa perspectiva, o conceito do inusual, concebido por Alemany Bay (2020) como um produto da pós-modernidade, evidencia-se nos textos que refletem uma realidade cotidiana irregular, áspera, vivenciada por personagens deslocadas. Recursos como a metáfora, a intertextualidade, a fragmentação, a metaficção, a reescritura e reinterpretação de textos canônicos marcam as narrativas do inusual de autoras contemporâneas.

Palavras-chave: literatura de autoria feminina; insólito; literatura contemporânea latino-americana.

Referências:

ALEMANY BAY, Carmen. Lo insólito y lo femenino en algunas narradoras latinoamericanas actuals. In: Hispamerica, n 145, p. 3-12, 2020.
BUARQUE DE HOLANDA, Heloísa (Org.). Tendências e impasses: o feminismo como crítica da cultura. Rio de Janeiro: Rocco,1994.
DUBY, Georges; PERROT, Michelle. História das mulheres no ocidente. Porto/São Paulo: Afrontamento/Ebradil [s.d.]

MAGALHÃES, Isabel Allegro de. O sexo dos textos e outras leituras. Lisboa: Caminho, 1995.
ROAS, David. Teorías de lo fantástico. Madrid: Arco Libros, 2001.
WOOLF, Virginia. Um teto todo seu. São Paulo: Tordesilhas, 2014.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

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Chamada aberta até o dia 31/10 de 2022

 

Temática/tema: Literatura e tradução: aspectos linguísticos e intersemióticos na difusão da arte

Organizadora:

Maria Ellem Souza Maciel  (Doutoranda em Estudos Contemporâneos – UCoimbra, Portugal).

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2578263536603217

Resumo:

Em A tarefa do tradutor, Benjamin (2008) exalta a constante renovação que a tradução permite à obra original. Em se tratando de obras literárias, sua reconfiguração para outro idioma ou para outro meio de transmissão pode alçá-las a patamares de difusão jamais considerados pelo/a autor/a, originalmente. Nesse sentido, a presente proposta abre-se à análise comparativa de diferentes versões artísticas, tanto no que se refere a aspectos linguísticos, no caso de traduções entre idiomas, quanto a aspectos de diferenciação entre mídias, no caso de traduções intersemióticas (Plaza, 2003).

Palavras-chave: Literatura; Difusão artística; Análise comparativa.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

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Chamada aberta até o dia 30/11 de 2022

Temática/tema: Literatura infantil e literatura juvenil: práticas, pesquisas e reflexões

Organizadoras:

Profa. Mestra Betty Bastos Lopes Santos

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/3228041545197577

Profa. Mestra Emanuelle Evangelista

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/8839721182866146

Profa. Dra. Luciana Sacramento Moreno (UNEB)

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/3833587800945065

resumo:

Há décadas o Brasil vem ensaiando ações e esforços na tentativa de alcançar o tão sonhado “país de leitores” que apresente resultados mais positivos e progressivos que os revelados nas pesquisas aferidoras do nível de leitura dos brasileiros na atualidade. Entretanto, apenas de algumas décadas para cá, vem tomando forma a consciência de que o alcance desse grande desafio deve ser um esforço coletivo. Essa consciência revela a necessidade de participação e compromisso de vários setores da sociedade, públicos e privados, problematizando os dados que marcaram o fracasso na história da formação de um país leitor, refletindo sobre o perfil das crianças, jovens e adultos ainda não alfabetizados e/ou não letrados que compõem a população brasileira na atualidade, considerando também as reais condições socioeconômicas e culturais caracterizadoras da nossa nação, marcada pela forte desigualdade social que ainda exclui e impede o acesso de uma grande camada aos bens culturais. A elaboração do Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) em 2006/2011 e, posteriormente, da Política Nacional de Leitura e Escrita (PNLE) – (Lei 13.696/18) consolidaram a conjunção de forças de vários setores da sociedade como Governos federal, estadual e municipal, Ministérios da Cultura (antes da extinção) e Ministério da Educação, Universidades e sistemas de pesquisa, órgãos da inciativa privada, entidades e demais setores da sociedade em geral para alcançar o grande desafio de melhorar  a qualidade da educação, possibilitando o acesso ao livro, à leitura, à literatura e às bibliotecas (PNLL, 2010) de forma democrática.  Entretanto, esse projeto de sonho conjunto encontra-se em processo de letargia promovido pelas tentativas de desmonte e de manutenção do estágio de paralisia em que o Brasil se encontra atualmente, movido por forças negacionistas que se empenham para conduzir a nação a um caminho de retrocesso e de negação da democracia. Nesse sentido, entendendo a literatura como “uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito” (CANDIDO, 2011, p.175), torna-se necessário continuar buscando alternativas, através do exercício do pensar, que promovam a emancipação do sujeito enquanto cidadão, visando ao seu desenvolvimento numa sociedade altamente letrada e tecnologizada. Nessa perspectiva, esta coletânea objetiva reunir trabalhos de educadores, pesquisadores e profissionais de distintas áreas, resultantes de estudos, investigações e relatos de experiências com a literatura infantil e/ou literatura juvenil, tanto em sala de aula quanto em outros espaços. Serão bem-vindos também análises críticas de obras da literatura assim adjetivadas, incluindo a recepção da leitura literária, políticas de fomento à leitura e ao livro, processos que envolvem o mercado editorial, implementação e ampliação de bibliotecas escolares, públicas e comunitárias, bem como o desenvolvimento do trabalho da leitura no espaço das bibliotecas e a formação de mediadores de leitura. Enfim, discussões teóricas e metodológicas relevantes que envolvam a literatura para crianças e jovens, nos mais diversos e variados espaços/agências, institucionalizados ou não, nos quais seja possível contribuir para o incentivo à leitura, à literatura e o acesso ao livro como um direito e condição imprescindível para o exercício pleno da cidadania.

Palavras-chave: Literatura infantil. Literatura Juvenil. Leitura. Literatura. Ensino.

Referências:

AGUIAR, Vera Teixeira de; MARTHA, Alice Áurea Penteado. Territórios da leitura: da leitura aos leitores. São Paulo: Cultura Acadêmica; Assis, SP: ANEP, 2006, p. 165-187.

BRASIL. Lei nº 13.696, de 12 de julho de 2018. Institui a Política Nacional de Leitura e Escrita. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/L13696.htm.

CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. Vários Escritos. 5ª ed. Ouro sobre azul. Rio de Janeiro 2011.

COELHO, Nelly Novaes. Literatura: arte, conhecimento e vida. Petrópolis: São Paulo, 2000.

PINHEIRO, Hélder (org.). Pesquisa em Literatura. Campina Grande: Bagagem, 2011.

PLANO Nacional do Livro e Leitura. Publicação do Caderno do PNLL. Edição Atualizada 2010. Supervisão Geral de José Castilho Marques Neto e Coordenação Executiva de Luciana do Vale. Brasília, DF, 2010.

ZILBERMAN, Regina. LAJOLO, Marisa. Literatura infantil brasileira: História e histórias. 1ª. São Paulo: Unesp, 2022.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

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Chamada aberta até o dia 30/11 de 2022

 

Temática/tema: "Ideias para adiar o fim do mundo":  a literatura indígena no Brasil Contemporâneo 

Organizadoras:

Ma. Mirian Cardoso da Silva 
Lattes:  http://lattes.cnpq.br/8139346804540845

Ma. Gabriela Fonseca Tofanelo 

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/6784481597626779

Resumo:

Ailton Krenak, um dos maiores pensadores indígenas do Brasil, defende que todos precisam dar mais valor à natureza e a tudo que está presente nela se quisermos prolongar a nossa própria existência e a do planeta Terra. Assim como ele, inúmeros outros/as autores/as indígenas têm surgido em busca de espaços de fala, representando a natureza, as identidades, as culturas de povos massacrados, denunciando a opressão sofrida pelo corpo indígena no passado que se estende ainda hoje. A literatura, como um espaço de representações, já foi utilizada para defini-los, no entanto, quem escrevia literatura naquela época estava longe de representar, na sua multiplicidade e diversidade, o que os povos indígenas de fato representam. O que vimos desfilar na literatura, sobretudo a romântica, do século XIX, foram estereótipos, clichês e romantização. Em um país que começou com a invasão de suas terras e destruição de suas culturas, é urgente possibilitar espaço para que a voz dos próprios indígenas seja ouvida. Ler a literatura que eles escrevem, com suas representações e ideologias, é uma das formas possíveis de valorizar a cultura que já foi tão apagada e silenciada. Por isso, interessa-nos pesquisas sobre literatura escrita por indígenas, de qualquer gênero literário, a fim de verificar como se dá a representação literária pela perspectiva daqueles que realmente têm condição de nos dizer o que eles são.

Palavras-chave: Literatura contemporânea; Literatura indígena; Povos indígenas.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 30/11 de 2022

Temática/tema: Ensaios críticos sobre as ruínas e as memórias

Organizador:

Rayniere Felipe Alvarenga de Sousa

Mestrado em Linguística e Teoria Literária -UFPA

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/4630178713423348

resumo:

A partir da utilização de inúmeros artifícios literários, autores aproximam do proscênio de suas obras, temáticas imprescindíveis para o estabelecimento de uma espécie de reflexão acerca do exercício crítico. Irrompe dessa atividade, que extrapola o ato contemplativo, o mote para a discussão que proponho: uma constelação de visões que circunscrevem as ruínas e o campo mnemônico como leitmotiv das narrativas. Assim, pretendo revisitar os trabalhos (1982; 1984) de um dos intelectuais que experienciou um período catastrófico (a fase entre guerras). Walter Benjamin, então, concebe uma revolução no pensamento acerca do tempo. Fundamentado na experiência, referencio os argumentos benjaminianos, para que ocorra o foco em torno da transformação que o filósofo alemão propõe: o exercício da crítica em torno da linguagem. O interesse intelectual dedicado ao pensamento desse estudioso, mesmo após a virada do século, é um dos motivos que podem servir como justificativa para a configuração dos argumentos dele em discussões nas mais variadas áreas do conhecimento. Para o recorte aqui materializado, busco reunir textos que versem, sobretudo, sobre a noção de ruínas que figura como alegoria do pensamento dialético benjaminiano. Afinal, em Walter Benjamin, há um traço estilístico muito bem representado: a constituição de uma constelação de conceitos. Aos leitores, acrescenta-se um teor de desafio na leitura dos textos. Por conta da constante movimentação conceitual, comprovo essa máxima. Para o estudioso que percorre seus caminhos teóricos, a liberdade de tráfego nas vias imaginativas do autor é um exercício contínuo. Assim, constituem-se novas perspectivas aos discursos produzidos anteriormente ou ainda se contestam pontos de vista extensamente formulados e defendidos. Esse pressuposto, então, funciona como uma possibilidade de condução da revisita as formulações de Walter Benjamin. Portanto, adianto que a referência ao pensamento do autor indica os caminhos teóricos a serem percorridos nos textos. Esta chamada visa, dessa maneira, reunir textos de estudiosos que percebem as ruínas e a memória como categorias epistemologicamente movimentadas no universo ficcional. Além disso, as discussões em torno de questões biográficas e teóricas acerca do autor também podem integrar a coletânea de ensaios. Com vista a produção de uma aproximação do pensamento de Walter Benjamin e da substância teórica dos levantamentos a serem realizados a partir de sua visada crítica.

Referências:

BENJAMIN, Walter. Origem do drama trágico alemão.  Edição e tradução: João Barreto. Belo Horizonte: Autêntica, [1928] 2020.

______. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura; tradução Sérgio Paulo Rouanet; prefácio Jeanne Marie Gagnebin. 8.ª Ed. São Paulo: Brasiliense, [1984] 2012.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/12 de 2022

Temática/tema: Investigações sobre as novas vozes da literatura brasileira

Organizadoras:

Profa Dra Dafne Rosa (Doutora em Letras)
Lattes: 
http://lattes.cnpq.br/1614439378327541

Profa Dra Priscila Fernandes Balsini
Lattes:  http://lattes.cnpq.br/8906031438691806

resumo:

Segundo Leyla Perrone-Moisés (2016), a atuação do crítico literário é fundamental para a legitimação dos novos autores e de suas obras. “Apesar do relativismo dos critérios estéticos e da desconfiança dos juízos de valor” (2016, p.64), o crítico abre espaço para a descoberta do atemporal e “é esse reconhecimento que faz um ‘clássico’ e o insere no cânone” (2016, p.65). Nesse sentido, convidamos estudiosos da literatura brasileira contemporânea ao desvendamento das obras de novas vozes, situadas fora do cânone.

Palavras-chave: Literatura brasileira contemporânea; novos autores; crítica literária; novo cânone.
 

Referências:

DALCASTAGNÈ, Regina. Literatura brasileira contemporânea: um território contestado. Vinhedo: Horizonte, 2012.
PERRONE-MOISÉS, Leyla. Mutações da literatura no século XXI. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
SCHOLLHAMMER, Karl Erik. Ficção Brasileira Contemporânea. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2010.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/12 de 2022

 

Temática/tema: Cultos, Romarias e Xirês: literaturas e religiosidades no contemporâneo 

Organizador:

Ms. Douglas Santana Ariston Sacramento

Doutorando em Estudos Étnicos e Africanos pelo Pós-Afro/UFBA. Mestre em Literatura e Cultura pelo PPGLitCult/UFBA. Graduado em Licenciatura e Bacharelado em Língua Estrangeira Moderna – Inglês pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Graduando em Bacharelado em Antropologia pela Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/4726979883055959

Resumo:

Dentro da colcha de retalhos que contém as temáticas da literatura contemporânea nacional, é possível empreender como determinadas expressões culturais adentraram o mundo literário e lá fizeram morada, tornando-se temas de trabalhos científicos e saindo dos muros das universidades. Esse processo, cujo ápice está relacionado com a adesão dos Estudos Culturais no país, trouxe a possibilidade de entender as mais variadas culturas por meio da literatura. Há um empreendimento de expressões no literário por meio do crescimento e da possibilidade de fala para sujeitos que outrora não tinha oportunidade (ESTEVES, 2010) de relatar o seu contexto social, cultural e coletivo, como acontece com os escritores e escritoras negros e negras e as religiões de matriz africana. E, entre esses movimentos culturais existentes na nossa sociedade, a religiosidade não poderia ficar de fora. A religião – que, para Durkheim (1996), giraria em torno do sagrado e das práticas vinculadas a esse estado, presente em atos, performances e objetos, gerando, assim, uma cisão com o profano (o que não seria sagrado e apresentaria restrições) – aparece de maneira contundente no cotidiano do sujeito. Logo, ela também estaria presente dentro da construção artística que esse sujeito poderia empreender como mote para a feitura ou como pano de fundo para algo que aconteceria dentro de uma prática das artes. Portanto, esta proposta abrange artigos que analisam ou trazem diálogos entre a literatura e a religião – entre as suas variadas formas e tipos. Para tanto, é necessário estabelecer um corte temporal, neste caso, a produção literária elaborada no século XXI, pois os seus olhares se voltam para o local e para os grupos étnicos, cujas vozes autorais são importantes para compreender as variadas manifestações religiosas dentro do literário. Deste modo, o objetivo está pautado numa abertura de diálogo entre as áreas, sendo possível, ainda, conversar com muitas outras temáticas acerca da pluralidade de leituras que podem ser realizadas no âmbito literário.

Palavras-chave: Literatura Contemporânea Brasileira; Religião; Religiosidades

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/12 de 2022

 

Temática/tema: Ensaios sobre Literatura: memória, testemunho e trauma

Organizadores:

Prof. Dr. Lajosy Silva (UFAM)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4220995373459046

Mikael de Souza Frota (Mestre em Letras -  UFAM)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/9881110221366257

Resumo:

A chamada para publicação de capítulo de livro aceitará artigos acadêmicos que abordem a temática da memória, reconhecendo as ramificações do testemunho e do trauma na literatura. Dentro do espaço/tempo que compreende a abordagem proposta, podem ser submetidos trabalhos que versam sobre a narrativa, a poesia e o teatro. A memória, explica Ecléa Bosi (2016, p. 68), “poderá ser a conservação ou a elaboração do passado enquanto vivenciado”, concebendo-a como uma faculdade flexível, ou seja, passível de trabalho em suas duas funções: tanto no papel de preservação das experiências quanto na missão de restaurá-las. O papel social do eu lírico e/ou do narrador é registrar experiências passadas, tendo uma função própria: a de lembrar. É o que Pierre Nora (1993, p. 18) chamou de “homens-memória”, pois, “quando a memória não está mais em todo lugar, ela não estaria em lugar nenhum se uma consciência individual, numa decisão solitária, não decidisse dela se encarregar. Menos a memória é vivida coletivamente, mais ela tem necessidade de homens particulares que fazem de si mesmos homens-memória”. Maurice Halbwachs (2006, p. 101) acrescenta que, “quando a memória não tem mais por suporte um grupo ou quando ela se dispersa e fica perdida em novas sociedades, o único meio de preservá-la é fixá-la por escrito em uma narrativa, pois os escritos permanecem, enquanto as palavras e o pensamento morrem”. Quando falamos sobre estudos da memória em literatura, atribui-se também as temáticas do testemunho e do trauma. Márcio Seligmann-Silva (2017), referindo-se aos dois termos, conclui que eles estão associados à “figura do mártir, o sobrevivente de uma provação” (p. 378). Ainda com o teórico, a base do testemunho e do trauma “consiste em uma ambiguidade: por um lado, a necessidade de narrar o que foi vivido, e por outro, a percepção de que a linguagem é insuficiente para dar conta do que ocorreu” (p. 46). Há estudos e teóricos contemporâneos sobre a memória que estão em evidências no círculo acadêmico das Letras. São eles: escrevivência, da escritora e professora Conceição Evaristo (2007),  postmemory, da pesquisadora e professora de Literatura Comparada Marianne Hirsch (2017) e transgenerational memory, da professora de Literaturas Anglófonas Astrid Erll (2017). Assim, privilegiaremos artigos de mestrandos (em coautoria com o orientador), mestres e doutores que concentrem-se em textos direcionados à abordagem do presente dossiê, com o intuito de serem apresentados à apreciação dos leitores e ao ponto de partida para futuras pesquisas.

Palavras-chave: Literatura. Memória. Testemunho. Trauma.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/12 de 2022

 

Temática/tema: Literatura e mídia: formação de leitores na era das TICs

Organizadoras:

Profª doutoranda Mylena Queiroz (UEPB/PPGLI)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/7703643100957233

Profª doutoranda Silvanna Oliveira (UEPB/PPGLI)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/0647066150711697

Resumo:

Da literatura digitalizada à literatura digital, pode-se dizer que os estudos contemporâneos de Literatura estão abertos aos debates sobre as estratégias de ensino desde o nível básico, embora a realidade escolar nem sempre tenha se apresentado favorável para a sua aplicação. No entanto, o avanço dos aparatos tecnológicos em uso das Tecnologias de Informação e Comunicação, a exemplo de aplicativos e plataformas de ensino, lançou mão de um novo desafio para os professores e demais estudiosos de literatura, resultando em alguns entraves, tais como a acessibilidade, o manuseio das plataformas - por parte dos docentes e discentes - e a eficácia do processo de ensino-aprendizagem. Com isso, essa chamada tem por objetivo promover um debate acerca de novas estratégias e caminhos para a realização de atividades com o texto poético e o texto em prosa no âmbito digital, sem a utilização de metodologias obsoletas. Considerando que a maioria dos professores que se encontram em sala de aula vêm de uma geração analógico-digital e que os alunos que hoje compõem o ensino básico já nasceram na era tecnológica, as propostas para esse ensino precisam contemplar plataformas, talvez, nunca antes utilizadas. Logo, a discussão aqui suscitada tem reverberações para o novo ensino de literatura, que inclui desde estudos da literacia literária por meio de plataformas digitais à chamada e-literature – isto é, hipercontos, ciberpoesias e narrativas multimídia.

Referências:

HUTCHEON, L. Uma teoria da adaptação. Florianópolis: Editora UFSC, 2011.

LUCAS, Fábio. Literatura e comunicação na era da eletrônica. São Paulo: Cortez, 2001.

OLINTO, Heidrun Krieger; SCHOLLHAMMER, Karl Erik (orgs). Literatura e mídia. Rio de Janeiro: PUC; São Paulo: Loyola, 2002.

OLIVEIRA, Maria de Lourdes Abreu de. Literatura & mídia: percursos perversos. Rio de Janeiro: Galo Branco, 2004.

PELLEGRINI, Tânia. A imagem e a letra: aspectos da ficção brasileira contemporânea. Campinas: Mercado de Letras; São Paulo: FAPESP, 1999. PLAZA, Júlio. Tradução intersemiótica. São Paulo: Perspectiva/CNPq, 1987.

SNYDER, Ilana. Hypertext: the eletronic labyrinth. New York: New Your University Press, 1997.4

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/12 de 2022

Temática/tema: Diálogos Saramaguianos

Organizadores:

Luís Cláudio Ferreira Silva (Doutor em  Estudos Literários - UNESP)

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/9367192914587014

Marco Antonio Hruschka Teles  (Doutorando em Letras pela Universidade Estadual de Maringá  - UEM)

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/1893420146489368

resumo:

Já consolidada pelo cânone e mercado editorial, a obra saramaguiana, laureada pelo Prêmio Nobel, abre caminho para inúmeras interpretações. Segundo Lopes (2009), tanto em sua fase mais ligada à história portuguesa, quanto aquela mais universalista e alegórica, o autor dialoga com inúmeras áreas do saber. No aniversário de dez anos da morte do autor, faz-se necessário revisitar suas produções e ressignificá-las à luz de teorias, entre outras, da literatura, filosofia, ciências sociais, história e teologia. Para Ferraz (2003), essa última sendo umas das mais importantes, embora não definidora da totalidade de sua obra. Esta chamada contempla trabalhos que proponham um diálogo entre a obra saramaguiana e os diversos saberes citados.

Palavras-chave: Saramago; Diálogos; Crítica Literária.

Referências:

LOPES, João Marques. Saramago: biografia. São Paulo: Leya, 2009.

FERRAZ, Salma. As faces de Deus na obra de um ateu – José Saramago. Blumenau: Edifurb, 2003.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/12 de 2022

 

Temática/tema: Na ponta da pena: a autoria em suas diferentes perspectivas teóricas

Organizadores:

Monica Chagas da Costa (Doutora em Letras -   UFRGS)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2806420726554937 

Davi Alexandre Tomm (Doutorando em Estudos Literários - UFRGS)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/9065439250469488

Resumo:

Os estudos sobre a autoria como objeto de análise da teoria da literatura percorrem diversos caminhos. O autor como figura central do texto literário foi desbancado pela crítica pós-estruturalista francesa da década de 1980, mas seu papel no sistema literário segue relevante, principalmente quando tratamos de questões como diferentes identidades, materialidade dos textos e direitos autorais. Esta chamada abre-se para contribuições que explorem os diferentes aspectos da autoria literária em suas mais diversas acepções.

Palavras-chaves: autoria. morte do autor. direitos autorais. materialidades do texto.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

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Chamada aberta até o dia 31/01 de 2023

 

Temática/tema: TORTO ARADO: Sobreposição de opressões existentes na sociedade brasileira e outras leituras

Organizadoras:

Mylena Queiroz (UEPB/PPGLI) 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/7703643100957233 

Patrícia Costa (UEPB/PPGLI)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/6426468949700164 

Silvanna Oliveira (UEPB/PPGLI) 

Lattes: http://lattes.cnpq.br/0647066150711697 

Resumo:

O livro de Itamar Vieira Júnior traz uma narrativa conduzida pelas irmãs Belonísia e Bibiana, descendentes de pessoas escravizadas e moradoras da fazenda Água Negra, no sertão da Bahia. Impasses sociais, culturais e políticos perpassam as vidas dessas protagonistas filhas de Zeca Chapéu Grande, ele mesmo líder comunitário e praticante de Jarê, mas também vítima-exemplo da violência no campo. A violência de gênero, a mortalidade infantil e a exploração de trabalhadores nos conduzem a refletir sobre a sobreposição de opressões existentes na nossa sociedade. É nessa linha que teóricas como Kimberlé Crenshaw (2002) e Carla Akotirene (2019) iluminam e arrematam essa perspectiva, sendo propositoras do debate sobre Interseccionalidade, tendo em vista que sistemas de opressões como racismo, patriarcalismo e exploração de classes promovem desigualdades que buscam afugentar mulheres, etnias e classes – o que pode ser notado em Torto Arado, expondo as disparidades dos nossos Brasis. Aceitamos ainda leituras que se relacionem menos diretamente a essas teorias.
Palavras-chave: Interseccionalidade; Torto Arado; Literatura Brasileira Contemporânea; Disparidades sociais.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

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