Literatura

Chamada aberta até o dia 31/05 de 2021

 

Temática/tema: Leitura(s), ensino e literatura na contemporaneidade: do necessário ao possível

Organizadores:

Prof. Dr. Robson Coelho Tinoco (UnB)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4786357071287726

Profa. Dra. Adriana Demite Stephani (UFT)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/0135333961864912 

Resumo:

Resultado de uma sociedade em contínua mudança, repleta de relações e recursos complexos, a contemporaneidade líquida (BAUMAN, 2014, 2001) pressiona para uma mudança de paradigmas e olhares nas diferentes esferas e espaços sociais inclusive, ou de maneira especial, no escolar. E, é nesse ambiente que muitos indivíduos terão sua devida, quando não mesmo única (LINS, 1977), oportunidade de contato com a leitura e sua variada gama de ideias expostas em argumentos, opiniões, ideologias implícitas, imagens e criações ficcionais. De fato, a escola ainda é o espaço concreto-simbólico de efetivação do direito inalienável à literatura (CANDIDO, 1995), espaço também idealizado por muitos como de formação de leitores literários, que precisam participar de inovadoras, e de fato interessantes, metodologias de leitura (PERRONE-MOISÉS, 2016). Nesse contexto contemporâneo, hiperdifuso e multidispersivo, de louvação grupal ao consenso imposto, as considerações sobre as novas funções do espaço escolar como também de educação literária – que sofrem influência direta das mudanças sociais em feérica busca pelo sempre-novo, pelo extradiferente, pelo pretensamente criativo – suscita diversas discussões/questionamentos sobre as atividades atuais que envolvam a leitura literária e, nesse foco, surgem quase invencíveis questões como: diante da efemeridade líquida das ações contemporâneas, há ainda condições efetivas de que esse direito alienável seja (ou deva ser) garantido pela escola? A escola consegue (tem a intenção de) realmente educar literariamente? Com o advento de novos suportes de leituras, onde reacomodar o essencial espaço cognitivo para o livro físico? Qual o novo perfil sócio-histórico do leitor imerso nesses suportes mesmo deliciosamente viciantes? Também, sob tal contexto, aumentam as inquietações ao se considerarem pesquisas que apontam haver na maioria das escolas brasileiras uma crise persistente no processo de formação de novos leitores. Tais dados, e já desde 1950, dão conta que, apesar do amparo de várias teorias de leitura, estudos e pesquisas, de metodologias e modelos, as escolas não têm, com exceções destacadas, conseguido intervir de maneira minimamente eficaz na formação do gosto pela leitura nem no efetivo letramento literário. Nota-se, assim, que há impasses e questionamentos quanto à participação efetiva (por interesse pessoal, mera obrigação, prazer fruitivo etc.) nesse processo de escolarização da literatura, ao lado de excelentes pesquisas e experiências que discutem e vislumbram a possibilidade real dessa relação literatura-escola. Ainda, é importante considerar a leitura literária não como ato independente, individual e solitário, mas (inter)ação coletiva, em que as perspectivas para o indivíduo – entendido como aluno-leitor – só podem ser devidamente encaradas em uma dinâmica culturalmente sócio-histórica, tanto quanto é decisiva a presença (dispostamente ativa) do professor e a presença (apassivada na leitura) do autor que fala no texto, entre as palavras e seus vazios essenciais (ISER, 1974). Considere-se, também, que tal problema se confirma nos livros didáticos (LDs), já que também nesses prevalece o reducionismo utilitarista, presente seja no campo das propostas de atividades, que reforçam um caquético biografismo historicista, seja no restrito e desatualizado corpus literário, seja ainda no engessamento dos conceitos de gêneros textuais apresentados. Ressalta-se, enfim, a visão de leitura como interação viva, por meio do texto, entre leitor e autor – que não deve ser confundido com o escritor. Isso porque o diálogo via leitura não poderia ser instaurado simplesmente entre o leitor e a materialidade linguística, uma vez que esta não pode, de fato, interagir com quem, ou o que, quer que seja. Nesse sentido, é fundamental entender que tal dialogia implica muito mais que uma dada interação entre dois elementos distintos (BAKHTIN, 2010). Seguindo essa perspectiva, e mantendo o foco na escola como espaço (ainda poderosamente virtuoso, se contemporaneizado) também de formação de leitores literários, esta obra pretende agrupar trabalhos de pesquisas cujos objetos de estudo englobem os envolvidos no processo de letramento literário em ambientes escolares (mediadores/professores e leitores/alunos) apresentando discussões teóricas e práticas que versem sobre a recepção do texto literário – do texto – nesses contextos. Portanto, o objetivo essencial dessa obra é promover reflexões e debates a partir de trabalhos de professores e pesquisadores, de distintas áreas e perspectivas teóricas e metodológicas, que: a) analisem as relações entre sociedade, educação e literatura apresentando problemas, perspectivas, propostas, pesquisas que apontem para metodologias criativas, práticas eficazes e, sobremaneira, exequíveis; b) proponham discussões a respeito de perspectivas (teóricas e metodológicas) em circulação sobre educação literária, ensino de literatura, didática da literatura e letramento literário; c) apresentem propostas diversas de trabalho com o texto literário em espaços escolares, inclusive trazendo experiências com novos (e atualíssimos) suportes de leitura e, d) sistematizem reflexões a respeito da formação e das práticas de professores para a mediação no ensino de literatura (da educação básica a de ensino superior).

Palavras-chave: sociedade contemporânea. Ensino. Leituras. literatura.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/05 de 2021

 

Temática/tema: Antropologia e Literatura

Organizadores:

Marcos Nogueira Milner (Mestre e Doutor em  Ciências Sociais / PUC-RIO)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/8473423143183221

Guilherme Nogueira Milner  (Doutorando em Literatura Comparada / UFF)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/ 4142696515652051

Resumo:

O etnógrafo observa a cultura a partir de uma lógica científica. No caminho, detalhes são ignorados graças às limitações do método; perdem-se indivíduos, dilemas e contradições. Já a literatura não oferece respostas claras, está interessada na percepção de um mundo invulgar, de tragédias e emoções. A união entre ambas é uma forma de entender cultura em várias direções. No Brasil, tal comunhão está presente em obras como as de A. Candido, R. DaMatta e A. Romano de Sant’anna; no exterior, as obras de Turner, Girard e Todorov dão o tom. Pretende-se, nesta chamada, atrair autores e leitores interessados em análises antropológicas sobre obras literárias ou que discutam a pertinência desse tipo de leitura.

Palavras-chave: Antropologia; Literatura; Indivíduo; Drama; Teoria Social.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 30/06 de 2021

 

Temática/tema: Ensaios de permanência: literatura e memória

Organizador:

Prof. Sandro Adriano da Silva (UNESPAR)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2018674592523037

Resumo:

Literatura e memória relacionam-se visceralmente como instâncias que interrogam o tempo, a experiência, a realidade, a imaginação, em um jogo complexo e dialógico. Como propõe Le Goff (2003), o conceito de memória é crucial por sua relevância singular e incontornável nas formas de organização e agenciamento das representações que os sujeitos elaboram do passado, na imbricação entre as suas manifestações individual e coletiva. O estudo da memória evoca, segundo o historiador francês, formas metafóricas ou concretas, bem como traços e problemáticas da memória histórica e da memória social. No texto literário, tais elaborações desvelam de forma caleidoscópica, sentidos de relação interdependente entre memória individual e memória coletiva, uma vez que, pela via do imaginário e pela liberdade inventiva - mesmo em gêneros mais propensos à verossimilhança, como o romance histórico ou documental, o diário, a carta ou a crônica -, a literatura opera com um registro fundamentalmente simbólico, fantasista e involuntário (BENJAMIN, 2012; BERGSON, 2010; PROUST, 2016).  Em tudo, a memória constitui-se na faculdade formar uma consciência da identidade enraizada, coletiva e individualmente, no tempo (ASSMANN, 2008), servindo-se da memória como forma de garantir a sobrevivência (TODOROV, 2013, DIDI-HUBERMAN, 2011), pelo discurso metafórico que dinamiza a dimensão temporal como fator decisivo dos conteúdos da memória. (ASSMANN, 2011). Esta chamada se abre, nesse sentido, para abordagens de interfaces entre literatura e memória em diferentes gêneros literários e perspectivas teórico-críticas, que mapeiem como dessa fusão emergem afetos de uma latência do passado, a elaboração de subjetividades e um desejo de permanência.

Palavras-chave: Literatura. Memória. Tempo. Experiência. Imaginação.

Referências:

ASSMANN, Aleida. Espaços da recordação: formas e transformações da memória cultural. Trad. Paulo Soethe. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2011.

ASSMANN, Jan. Memória comunicativa e memória cultural. Trad. Méri Frotsche. História Oral, v. 19, n. 1, p. 115-127, jan./jun. 201. Disponível em: http://revista.historiaoral.org.br. Acesso em 07 nov. 2020.

BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Trad. Sérgio Paulo Rouanet. 8.ed. rev. São Paulo: Brasiliense, 2012. (Obras escolhidas v.1).

BERGSON, Henri. Matéria e memória. Trad. Paulo Neves. 4.ed. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010. (Biblioteca do pensamento moderno).

DIDI-HUBERMAN, George. Sobrevivência dos vaga-lumes. Trad. Vera Casa Nova; Márcia Arbex. 1 reimpr. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2011.

LE GOLFF, Jacques. História e memória. Trad. Irene Ferreira; Bernardo Leitão; Suzana Ferreira Borges. 5.ed. Campinas, SP: Editora da UNICAMP, 2003.

PROUST, Marcel. O tempo recuperado. In: ______. Em busca do tempo perdido. Trad. Fernando Py. 3.ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016.

TODOROV, Tzvetan. As estruturas da narrativa. Trad. Leyla Perrone-Moisés. 5.ed. 2. reimpr.São Paulo: Perspectiva, 2013. (Debates; 14).

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 30/06 de 2021

 

Temática/tema: Faces da violência contra a mulher na literatura contemporânea de autoria feminina

Organizadoras:

Estela Pereira dos Santos  (Doutoranda em Letras/UEM)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3960012986560724

Gabriela Fonseca Tofanelo (Doutoranda em Letras/UEM)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/6784481597626779

Profa. Dra. Joyce Luciane Correia Muzi (IFPR)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3603583957596083

Resumo:

Desde que passamos “a meter a colher” em briga de marido e mulher, a violência contra as mulheres deixou de ser um assunto privado, passando a figurar na mídia e nos artefatos culturais. No entanto, ao se voltarem para as produções de três das maiores editoras do país, as pesquisas de Regina Dalcastagnè (UNB) e Lúcia Zolin (UEM) constatam que o tema da violência contra a mulher, embora persistente a nível epidêmico na sociedade brasileira, não é para um frequente no âmbito literário contemporâneo. Contudo, Constância Lima (2018) chama a atenção para publicações de autoras negras em editoras independentes, em que o oposto ocorre, ou seja, a tônica recai justamente sobre as inúmeras violências a que estas mulheres estão sujeitas também por sua cor. Por sua vez, o pesquisador Carlos M. Gomes (2014) vê de outra maneira o posicionamento da literatura escrita por mulheres: para ele, a violência emocional é uma constante e, mesmo quando não conseguem se libertar, as narradoras/personagens não permanecem impassíveis, sem resistir. Por fim, faz-se importante mencionar a pesquisadora Eurídice Figueiredo (2020), a qual aponta que escritoras brasileiras mais jovens têm explorado temas considerados tabus pela nossa sociedade, como incesto, aborto, estupro, bulimia, automutilação, relações homoafetivas e até a própria maternidade, situações pelas quais mulheres são constantemente violentadas na sociedade atualmente, não só em âmbito nacional. Diante disso, buscamos trabalhos que têm como objetivo analisar as representações das violências contra as mulheres na literatura contemporânea, seja nacional ou estrangeira, em gêneros literários diversos, como romance, conto, poesia e até mesmo teatro, sendo possível também estudos comparativos. Como sugestão de aporte teórico, temos, além dos já citados, os estudos de Carlos M. Gomes (2014), Eva Blay (2008), Heleieth Saffioti (2015), Lia Zanotta Machado (2010), Marie-France Hirigoyen (2019) e Rita Segato (2003). Todavia são bem-vindas contribuições de outros/as pesquisadores/as que abarquem a temática, inclusive de áreas afins.

Palavras-chave: Violência contra mulher. Literatura contemporânea. Autoria feminina.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

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Chamada aberta até o dia 31/07 de 2021

 

Temática/tema: A representatividade da mulher: aspectos discursivos, literários,  sociológicos e midiáticos

Organizadoras:

Profa. Dra. Élide Garcia Silva Vivan (UNIP)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2456306643655485

Andréa Luisa Martins dos Santos (Mestra em Estudos Linguísticos e Literários em Inglês – USP)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/1452735145841725

Resumo:

A presente chamada visa a reunir textos que reflitam sobre a representatividade feminina. Às mulheres foram ensinadas a ocupar os espaços privados, sensibilizar e mobilizar ações para essa  representatividade  é uma forma de normalizar  a sua presença nos ambientes sociais. É preciso discutir a multiplicidade de suas linguagens que se travam na arena pública. Serão aceitos artigos que versem sobre as questões da mulher como: a violência contra a mulher e os atores sociais; a representatividade da escrita feminina na literatura; a participação da mulher no trabalho, na produção de conhecimento, na política  e a mulher midiática em suas múltiplas funções e papéis, num multiforme perfil.

Palavras-chave: mulher, representatividade, sociedade, literatura, mídia, violência

Referências:

ÁVILA. Maria Betânia. As mulheres no mundo do trabalho e a relação corpo e sujeito. Cadernos de Crítica Feminista. Recife. Ano V, n. 4, dez. 2011. [ Links ]

BUTLER, Judith. Problemas de gênero: feminismo e subversão da identidade. 3. ed. Rio de Janeiro: Civilização brasileira, 2010.

CASTELLS, Manuel. O poder da identidade. Vol II de A Era da Informação: Economia Sociedade e Cultura. 3 ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

COLLINS, P. H. Aprendendo com a outsider within: a significação sociológica do pensamento feminista negro. Revista Sociedade e Estado (online) – Volume 31 Número 1 Janeiro/Abril 2016.

DALCASTAGNÈ, Regina. Um território contestado: literatura brasileira contemporânea e as novas vozes sociais. Iberic@l: Revue d'études ibériques et ibéro-américaines, v. 2, 2012.

DAVIS, Angela. Mulheres, raça e classe. Tradução de Heci Regina Candiani. São Paulo: Boitempo, 2016.

EVARISTO, Conceição. Ana Davenga. Cadernos Negros, v. 18. São Paulo 1995

__. Becos da memória. Belo Horizonte: Mazza, 2006.

__. Conceição Evaristo por Conceição Evaristo. In: COLÓQUIO DE ESCRITORAS MINEIRAS, 1, 2009, Belo Horizonte. Cópia cedida pela autora.

__. Gênero e etnia: uma escre(vivência) de dupla face. In: MOREIRA, Nadilza Martins de Barros; SCHNEIDER, Liane (Org.). Mulheres no mundo: etnia, marginalidade e diáspora. Ideia; João Pessoa: Editora Universitária UFPB,  2005.

__. Insubmissas lágrimas de mulheres. Nandyala, Belo Horizonte: 2011a.

__. Literatura negra: uma poética de nossa afro-brasilidade. Dissertação (Mestrado em Literatura Brasileira) – PUC-Rio, Rio de Janeiro, RJ, 1996.

FOUCAULT, Michel. A ordem do discurso. São Paulo:  Loyola, 2001.

HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade.Tradução Tomaz Tadeu da Silva, Guaracira Lopes Louro-11. ed. -Rio de Janeiro: DP&A, 2006.7. ed. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva e Guaraciara Lopes Louro. Rio de Janeiro: DP&A, 2002.

MALDONADO-TORRES,Nelson. On the coloniality of being: contributions to the development of a concept. Cultura Studies,21,2007.

QUIJANO,A. 2000a. Colonialidad del poder, eurocentrismo y América Latina, en Lander, Edgardo La colonialidad del saber: eurocentrismo y ciencias sociales. Perspectivas latinoamericanas. Buenos Aires: UNESCO-CLACSO, (3ª. edición),2003.

MIGNOLO, Walter D.; WALSH, Catherine E.  On Decoloniality Concepts, Analytics, Praxis. Durham, USA: Duke University Press, 2018.

SAFFIOTI. Gênero, patriarcado, violência. São Paulo: Perseu Abramo, 2004. [ Links ]

SANTOS, Boaventura de Sousa; MENESES, Maria Paula (Org.) Epistemologias do sul. São Paulo: Cortez, 2010.

RESENDE, Viviane de Melo. (Org.) Decolonizar os estudos críticos do discurso / Viviane de Melo Resende (Org.) Campinas, SP : Pontes Editores, 2019.

RAMALHO, Viviane; RESENDE,Viviane de Melo. Análise de discurso (para a) crítica: O texto como material de pesquisa. Campinas, SP: Pontes Editores, 2011.

VAN LEEUWEN, Theo. A representação dos atores sociais.In: PEDRO, E. R.(Org.) Análise Crítica do Discurso: uma perspectiva sociopolítica e funcional. Lisboa: Caminho, 1997.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 30/08 de 2021

Temática/tema: Crianças em contexto de guerra na literatura

Organizadora:

Raquel Belisario da Silva (Mestra e doutora em Teoria da Literatura /PUC-RS).

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/0442245051456235

resumo:

Área: Ciências Humanas – Letras – Literatura

Público: pesquisadores da área de Literatura interessados nas temáticas de guerras e de infância, incluindo-se aí crianças como personagens (protagonistas ou não) ou narradoras, seja de ficções ou de testemunho. Características textuais e fundamentação teórica: os textos podem tomar por base uma única obra ou um conjunto de obras, cujo estudo dever ser realizado por meio de aparato teórico de fundamentação literária de qualquer corrente: comparatista (incluso, a comparação com outras artes), escritas de si, escritas de testemunho, narrativa epistolar, histórica, psicológica, sociológica, filosófica, sociocultural. Segue abaixo resumo, palavras-chave e minibiografia da autora.

CRIANÇAS EM CONTEXTO DE GUERRA NA LITERATURA

Meninos que brincam de guerra, como os íntegros, de Ferenc Mólnar, e os selvagens, de William Golding. O medo sob conflitos verdadeiros: crianças soldados em vários países da África, órfãs da Chechênia, migrantes da Síria, faveladas do Brasil etc. Diários que testemunham os tempos sombrios e violentos, como o de Anne Frank ou os coletados por Zlata Filipovic e Melanie Challenger. O objetivo deste livro é reunir contribuições que tratem acerca da infância em contextos de guerra, retratados em narrativas literárias, seja de testemunho ou de ficção.

Palavras-chave: Infância e Literatura; Guerra e Literatura; Testemunho; Ficção.

Raquel Belisario da Silva é mestra em Teoria da Literatura pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da PUCRS e doutora pelo mesmo programa. Como bolsista CNPq, estudou literatura contemporânea do Leste Europeu, com foco no tema da ficcionalização da Guerra Fria. É coorganizadora do livro Inventário da Infância: o universo não adulto na narrativa (Edipucrs, 2021), do qual também participa como autora de um capítulo. Publicou ainda “A insustentável leveza da narrativa: palavras de 'infante'?”, nos Anais do I Congresso Internacional Walter Benjamin, de 2018.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/08 de 2021

 

Temática/tema: Educação literária e formação do leitor das literaturas africanas de língua portuguesa: crítica e ensino

Organizadoras:

José Augusto Soares Lima (Doutorando em Linguagem e Ensino – UFCG)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/0489363567602388

Paloma do Nascimento Oliveira (Doutora em Letras -  UFPB)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/7958219874557313

Resumo:

O ensino da Literatura e a formação de leitores no contexto educacional brasileiro atual é fonte de diversas reflexões teóricas e críticas. São inúmeros os estudos acerca das práticas de promoção da leitura literária, são diversas as inquietações que rodeiam as abordagens metodológicas do texto literário e seu valor estético no âmbito escolar (JOUVE, 2012). Nesse sentido, a fomentação de políticas públicas de promoção da leitura associada às pesquisas acadêmicas possibilita o norteamento de ações que visam, sobretudo, a formação de leitores sensíveis, competentes e autônomos como papel imprescindível da escola básica. Nessa perspectiva, é importante ressaltar que implementar práticas regulares de leitura passa a ser responsabilidade da escola durante todo o percurso do estudante em seus domínios. É no aparato de estratégias que se torna evidente a ação docente na empreitada pela conquista do jovem leitor. Arraigada ao fazer do professor está a responsabilidade das intenções didáticas e pedagógicas que vislumbram a o desenvolvimento da autonomia do sujeito leitor no contexto escolar (ROUXEL, 2013). Com isso, refletir sobre o escopo da educação literária no processo de escolarização, acaba por indicar a relevância do papel do mediador em todo esse percurso (PETIT, 2009). Determinando as finalidades institucionais e objetivos docentes está a diversidade de obras, de gêneros e de perspectivas que afetam diretamente na formação dos estudantes. É nessa percepção que o repertório de leituras literárias do professor como sujeito leitor autônomo passa a ter papel fundamental na abordagem de textos, tornando-se aspecto determinante para as escolhas e práticas de sala de aula, por considerar a diversidade cultural como terreno fértil para o compartilhamento de experiências subjetivas diante do aparato de obras da cultura literária. Para tanto, a Literatura é lugar desses enfrentamentos culturais e da expressão da pluralidade de vivências humanas ao redor do globo. É por meio da aproximação com a obra literária que o leitor é desafiado no processo de construção de suas experiências de leitura, tendo o repertório de saberes ampliado e que refletirá numa gama de conhecimentos políticos, históricos, culturais e ideológicos advindos desse contato pessoal, íntimo. Nesse sentido, é vital o papel mediador do professor na promoção do respeito às diferenças culturais entre povos em que se ressalta o texto literário, considerando, sobretudo, a função humanizadora do objeto atravessado pelo valor estético e visando-o como instrumento para a formação humanista (MACHADO, 2012; ECO, 2003). A partir desses aspectos, a inserção das Literaturas africanas de Língua Portuguesa no ensino básico brasileiro, passa por regulamentação legal a partir da Lei 10.639/03-MEC e de seus desdobramentos em diretrizes e cartilhas de implementação nas diversas realidades escolares do país. O trabalho dessas expressões literárias na escola abre possibilidades de abordagens das riquezas culturais de nações que sofreram as investidas imperialistas da metrópole portuguesa, tendo a ruptura do poder hegemônico na proclamação das independências locais, surgindo novas interfaces culturais pelas abordagens críticas do Pós-colonialismo emergente como corrente de pensamento na Pós-modernidade (LEITE, 2012). Frente ao panorama levantado, o ensino das produções literárias africanas na Educação Básica brasileira passa a celebrar a potência discursiva de tessituras que, em Língua Portuguesa, investem numa mundividência totalmente distinta da ocidental. Por esse caminho, conforme já mencionado, a relevância da mediação docente é ponto nevrálgico na implementação de práticas leitoras que maximizem a experiência estética dos textos de África. Por isso, ao pensarmos nesse livro, abrimos portas para uma gama de percepções críticas e metodológicas que tenham como ponto de partida a abordagem de obras de autores de nações africanas de Língua Portuguesa (Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde), afim de instrumentalizar o professor/mediador na formação de leitores na escola básica brasileira.

Palavras-chave: Literaturas africanas de Língua Portuguesa; Formação do leitor; Crítica e ensino.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/08 de 2021

 

Temática/tema: O romance brasileiro do século XXI

Organizador:

Luís Cláudio Ferreira Silva (Doutor em Estudos Literários - UNESP)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/9367192914587014

Marco Antonio Hruschka Teles (Doutorando em Letras  - UEM)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/1893420146489368

Resumo:

Alguns críticos, tais como Schøllhammer (2009) e Resende (2008), ao se debruçarem sobre a produção brasileira contemporânea, apontam que, ao contrário de outros momentos históricos, há uma convivência, aparentemente pacífica, entre os estilos e temáticas. Em tempos de não-manifestos (ao menos não como os modernistas fizeram) por uma causa ou modelo específico, de deslocamentos de crenças e lugares, de transitoriedades, hibridismos e empréstimos – linguísticos, estilísticos, formais -, Garramuño (2014) afirma que o romance é um “fruto inespecífico”. Assim sendo, esta proposta engloba análises e leituras teóricas que contemplem romances brasileiros publicados a partir de primeiro de janeiro de dois mil e um.

Palavras-chave: Contemporâneo; Pluralidade; Inespecífico.

Referências:

GARRAMUÑO, Florencia. Frutos estranhos: sobre a inespecificidade da estética contemporânea. Tradução: Carlos Nougué. Rio de Janeiro: Rocco, 2014.

RESENDE, Beatriz. Contemporâneos: expressões da literatura brasileira contemporânea no século XXI. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2008.

SCHØLLHAMMER, Karl Eric. A ficção brasileira contemporânea. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2009.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 30/09/2021

Temática/tema: Literatura e Semiologia: diálogos, rupturas e crítica cultural

Organizadora:

Elisabeth Silva de Almeida Amorim (Doutoranda em Crítica Cultural/UNEB)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4701087037715190

resumo:

O que pode o literário? O ensino da literatura agrega saberes e diálogos com outros campos de conhecimento. Assim, para pensar no ensino da literatura, principalmente na educação básica, é necessário associá-lo a outros signos para promover apropriação do texto pelo leitor-autor. Derrida defende que a parceria da literatura com outros saberes culturais, artísticos e históricos é fundamental para sobrevivência dessa estranha instituição chamada literatura, uma vez que a essência da literatura é não ter essência alguma e o poder concentra-se no despoder. O não dito ou rejeitável por outras áreas, recebe o abraço da literatura e torna-se dizível, seja articulando saberes, representando o real ou multiplicando os sentidos. Unir a literatura à semiologia faz parte da teoria da intersemiose de Barthes, pois a semiosis é a força de liberdade da literatura, capaz de multiplicar os significantes, dialogar com outras áreas e desconstruir os significados transcendentais. Desse modo, o objetivo dessa proposta é acolher pesquisas cujo objeto é a literatura e outros signos para uma reflexão crítica acerca da liberdade de transgredir da literatura para abrir horizontes. Teóricos como Michel Foucault, Jacques Derrida, Ferdinand Saussure, Gilles Deleuze, Roland Barthes, Giorgio Agamben serão muito bem-vindos na discussão proposta. Desde o final do século XIX, as contribuições de Saussure provocaram uma virada linguística, já que a linguagem, segundo ele, estava presa a uma tradição metafísica ocidental, e o signo é a chave fundamental capaz de livrá-la da prisão. E por que não se estender para o linguístico-literário? Afinal, a literatura bebe na fonte de Saussure e abre o leque para as desconstruções do literário.

Palavras-chave: literatura; semiologia; desconstrução.

 

Referências:

AGAMBEN, Giorgio. A barreira e a dobra. In: AGAMBEN, Giorgio. Estâncias: a palavra e o fantasma na cultura ocidental. Trad. Selvino José Assmann. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2007.

BARTHES, Roland. Aula. aula inaugural da cadeira de semiologia literária do Colégio de França. Pronunciada em janeiro de 1997, Trad. Leyla Perrone _Moisés. São Paulo: cultrix, 2001.

DERRIDA, Jacques. Uma estranha instituição chamada literatura. Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2014. FOUCAULT, Michel. O que é um autor In: FOUCAULT, Michel. que é um autor? Trad. Antonio Fernando Cascais e Edmundo Cordeiro Lisboa: Veja, 1992, p. 29-87.

SANTOS, Osmar Moreira. Platô de crítica cultural na Bahia: por um roteiro de trabalho científico transgressor. In: 40 anos do GELNE (livro de referência sobre programas de pós-graduação em Letras no Nordeste) no prelo, p. 1-21.

SEIDEL, Roberto Henrique. As materialidades do texto na contemporaneidade: deslendo os conceitos de autor, leitor e obra. Texto resultado de comunicação oral no II Simpósio de Desleituras em Série. Jacobina: UNEB, 2017.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 30/09 de 2021

 

Temática/tema: Estudos em literatura comparada: diálogos intertextuais, interculturais e intermidiáticos

Organizadores:

Dr. Auricélio Soares Fernandes (UEPB)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2733282184152767

Me. Caio Antônio Nóbrega (IFPB)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2808953833629703

Me. Jenison Alisson dos Santos (UEPB)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3551769966528415

Resumo:

Nessa coletânea, acolheremos trabalhos vinculados às propostas teóricas, metodológicas e analíticas do(s) vasto(s) campo(s) de estudo que compõem a literatura comparada. Mais especificamente, queremos propor um espaço para a divulgação de estudos que se voltem especialmente a questões de ordem: 1. intertextual: como releituras paródicas, pastiche, bricolagem etc; 2: intercultural: através da comparação entre literaturas de diferentes tradições nacionais, por exemplo; e 3. intermidiática: seja pelo viés da adaptação, seja por outros processos de referência intermidiática que a literatura desenvolve com outras artes e mídias.

Palavras-chave: Literatura comparada. Intertextualidade. Interculturalidade. Intermidialidade.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 30/09 de 2021

 

Temática/tema: Da ponta da pena à tela do computador: a autoria em suas diferentes perspectivas teóricas

Organizadores:

Monica Chagas da Costa (Doutora em Letras -   UFRGS)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2806420726554937 

Davi Alexandre Tomm (Doutorando em Estudos Literários - UFRGS)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/9065439250469488

Resumo:

Os estudos sobre a autoria como objeto de análise da teoria da literatura percorrem diversos caminhos. O autor como figura central do texto literário foi desbancado pela crítica pós-estruturalista francesa da década de 1980, mas seu papel no sistema literário segue relevante, principalmente quando tratamos de questões como diferentes identidades, materialidade dos textos e direitos autorais. Esta chamada abre-se para contribuições que explorem os diferentes aspectos da autoria literária em suas mais diversas acepções.

Palavras-chaves: autoria. morte do autor. direitos autorais. materialidades do texto.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/10 de 2021

 

Temática/tema: Ensaios sobre Literatura: memória, testemunho e trauma

Organizadores:

Prof. Dr. Lajosy Silva (UFAM)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4220995373459046

Mikael de Souza Frota (Mestre em Letras -  UFAM)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/9881110221366257

Resumo:

A chamada para publicação de capítulo de livro aceitará artigos acadêmicos que abordem a temática da memória, reconhecendo as ramificações do testemunho e do trauma na literatura. Dentro do espaço/tempo que compreende a abordagem proposta, podem ser submetidos trabalhos que versam sobre a narrativa, a poesia e o teatro. A memória, explica Ecléa Bosi (2016, p. 68), “poderá ser a conservação ou a elaboração do passado enquanto vivenciado”, concebendo-a como uma faculdade flexível, ou seja, passível de trabalho em suas duas funções: tanto no papel de preservação das experiências quanto na missão de restaurá-las. O papel social do eu lírico e/ou do narrador é registrar experiências passadas, tendo uma função própria: a de lembrar. É o que Pierre Nora (1993, p. 18) chamou de “homens-memória”, pois, “quando a memória não está mais em todo lugar, ela não estaria em lugar nenhum se uma consciência individual, numa decisão solitária, não decidisse dela se encarregar. Menos a memória é vivida coletivamente, mais ela tem necessidade de homens particulares que fazem de si mesmos homens-memória”. Maurice Halbwachs (2006, p. 101) acrescenta que, “quando a memória não tem mais por suporte um grupo ou quando ela se dispersa e fica perdida em novas sociedades, o único meio de preservá-la é fixá-la por escrito em uma narrativa, pois os escritos permanecem, enquanto as palavras e o pensamento morrem”. Quando falamos sobre estudos da memória em literatura, atribui-se também as temáticas do testemunho e do trauma. Márcio Seligmann-Silva (2017), referindo-se aos dois termos, conclui que eles estão associados à “figura do mártir, o sobrevivente de uma provação” (p. 378). Ainda com o teórico, a base do testemunho e do trauma “consiste em uma ambiguidade: por um lado, a necessidade de narrar o que foi vivido, e por outro, a percepção de que a linguagem é insuficiente para dar conta do que ocorreu” (p. 46). Há estudos e teóricos contemporâneos sobre a memória que estão em evidências no círculo acadêmico das Letras. São eles: escrevivência, da escritora e professora Conceição Evaristo (2007),  postmemory, da pesquisadora e professora de Literatura Comparada Marianne Hirsch (2017) e transgenerational memory, da professora de Literaturas Anglófonas Astrid Erll (2017). Assim, privilegiaremos artigos de mestrandos (em coautoria com o orientador), mestres e doutores que concentrem-se em textos direcionados à abordagem do presente dossiê, com o intuito de serem apresentados à apreciação dos leitores e ao ponto de partida para futuras pesquisas.

Palavras-chave: Literatura. Memória. Testemunho. Trauma.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 30/11 de 2021

Temática/tema: O esquadro e a pluma: João Cabral de Melo Neto - 100 anos

Organizador:

Sandro Adriano da Silva (Professor/UNESPAR)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2018674592523037

resumo:

No ensaio “A máquina do poema”, Benedito Nunes esquadrinha sobre a poesia de João Cabral de Melo Neto: “A máquina do poeta é, afinal, a máquina do mundo”. (Nunes, 2009, p. 262, grifos do autor). Só filiado à Geração de 45 por um critério cronológico, João Cabral, “um autor-ilha” (Secchin, 2018, p. 251) afasta-se esteticamente de grupos, por ter uma dicção lírica autônoma na derivação da poesia brasileira moderna e nela manifestar sua consciência rigorosa com a arquitetônica do poema. Sua concepção de poesia é a de uma “construção de estruturas formais e lúcidas, lúcidos objetos de linguagem” (Neto, 1997, p. 135). Daí a depuração, o cálculo racional, numa linguagem concisa, elíptica, assumindo que, para si, “a criação não é um dom, dom que por sua gratuidade elimina qualquer inquietação sobre sua validade, e qualquer curiosidade sobre suas origens e suas formas de dar-se.” (Cabral, 1982, p. v.). Arquitetura antilírica avessa ao confessionalismo, sem, no entanto, escamotear “as várias peças da realidade social e humana”. (Nunes, 2009, p. 263).  Esta chamada, como uma planta baixa, acolhe reflexões e esquadros em torno da obra cabralina, como tributo ao poeta em seu centenário de nascimento.

Referências:

MELO NETO, João Cabral de. Poesia crítica: antologia. Rio de Janeiro: José Olympio, 1982.______. Prosa. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1998.

NUNES, Benedito. A máquina do poema. In: ______. O dorso do tigre. 3.ed. São Paulo: Editora 34, 2009, p. 257-268.

SECCHIN, Antonio Carlos. A suíte cabralina. In: ______. Percursos da poesia brasileira. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2018, p. 249-306.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 30/11 de 2021

 

Temática/tema: Literatura e mídia: formação de leitores na era das TICs

Organizadoras:

Profª doutoranda Mylena Queiroz (UEPB/PPGLI)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/7703643100957233

Profª doutoranda Silvanna Oliveira (UEPB/PPGLI)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/0647066150711697

Resumo:

Da literatura digitalizada à literatura digital, pode-se dizer que os estudos contemporâneos de Literatura estão abertos aos debates sobre as estratégias de ensino desde o nível básico, embora a realidade escolar nem sempre tenha se apresentado favorável para a sua aplicação. No entanto, o avanço dos aparatos tecnológicos em uso das Tecnologias de Informação e Comunicação, a exemplo de aplicativos e plataformas de ensino, lançou mão de um novo desafio para os professores e demais estudiosos de literatura, resultando em alguns entraves, tais como a acessibilidade, o manuseio das plataformas - por parte dos docentes e discentes - e a eficácia do processo de ensino-aprendizagem. Com isso, essa chamada tem por objetivo promover um debate acerca de novas estratégias e caminhos para a realização de atividades com o texto poético e o texto em prosa no âmbito digital, sem a utilização de metodologias obsoletas. Considerando que a maioria dos professores que se encontram em sala de aula vêm de uma geração analógico-digital e que os alunos que hoje compõem o ensino básico já nasceram na era tecnológica, as propostas para esse ensino precisam contemplar plataformas, talvez, nunca antes utilizadas. Logo, a discussão aqui suscitada tem reverberações para o novo ensino de literatura, que inclui desde estudos da literacia literária por meio de plataformas digitais à chamada e-literature – isto é, hipercontos, ciberpoesias e narrativas multimídia.

Referências:

HUTCHEON, L. Uma teoria da adaptação. Florianópolis: Editora UFSC, 2011.

LUCAS, Fábio. Literatura e comunicação na era da eletrônica. São Paulo: Cortez, 2001.

OLINTO, Heidrun Krieger; SCHOLLHAMMER, Karl Erik (orgs). Literatura e mídia. Rio de Janeiro: PUC; São Paulo: Loyola, 2002.

OLIVEIRA, Maria de Lourdes Abreu de. Literatura & mídia: percursos perversos. Rio de Janeiro: Galo Branco, 2004.

PELLEGRINI, Tânia. A imagem e a letra: aspectos da ficção brasileira contemporânea. Campinas: Mercado de Letras; São Paulo: FAPESP, 1999. PLAZA, Júlio. Tradução intersemiótica. São Paulo: Perspectiva/CNPq, 1987.

SNYDER, Ilana. Hypertext: the eletronic labyrinth. New York: New Your University Press, 1997.4

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 30/11 de 2021

 

Temática/tema: Dossiê Cruz e Souza 160 anos

Organizador:

Sandro Adriano da Silva (Professor/UNESPAR)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/2018674592523037

Resumo:

João da Cruz e Souza nasceu em Desterro, então capital da província de Santa Catarina, atual Florianópolis, em 1861, e faleceu em Sítio, Minas Gerais, em 1898. O poeta, segundo Bueno (2007), é o fundados inconteste do Simbolismo brasileiro, “pela musicalidade sugestiva, pela magia encantatória do verbo, pela presença do inconsciente na gênese da arte” (p.214). Das obras da juventude, de pendor imaturo, como Julieta dos Santos (1883) e Tropos e fantasias (1885), à obra de maturidade, como Boqueis e Missal (prosa), ambos 1893; e Evocações (prosa), de 1898, e os póstumos, Faróis (1900) e Últimos sonetos (1905), o poeta negro matizou sua poesia de associações sonoras, um imponderável misticismo provocado pela recorrência ao símbolo, além de complexas relações intertextuais com autores importantes do movimento simbolista, como Baudelaire, Verlaine, Blok. Cruz e Souza, afirma Gomes (1994, p. 188)), ao expressar este Simbolismo de origem europeia, adéqua-o às condições culturais brasileiras. Essas e outras características estéticas e temáticas, como a angústia sexual, o resíduo naturalista, o tratamento platonizante, a sublimação do sofrimento em face da pobreza, da finitude, do isolamento, da loucura, da predileção pelas imagens da morte, e todo um estofo existencial e a confissão de impotência que marca e reverberam sua condição étnico-racial, outorgam a Cruz e Souza o mérito de renovar a expressão poética em língua portuguesa, conforme aponta Bosi (2013, p. 287; 288; 289; 290). Aproveitando o ensejo de comemoração dos 160 anos de nascimento do poeta e a sempre necessária revisão do cânone literário para visibilizar poetas negros, esta chamada acolhe capítulos que abordem aspectos estéticos do Simbolismo na lírica de Cruz e Souza, reflexões sobre a revisão do cânone literários, considerando as representações da negritude, da escravidão, do racismo estrutural, da abolição e pós-abolição; os rastros biográficos de Cruz e Souza em sua poesia; abordagens comparativas entre a obra do poeta e outros autores ou autoras, e/ou artes; análise de arquivos, documentos, registros e afins.

Referências:

BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 49.ed. São Paulo: Cultrix, 2013.
BUENO, Alexei. O sopro do símbolo. In: ______. Uma história da poesia brasileira. Rio de
Janeiro: G. Ermakoff Casa Editorial, 2007.
GOMES, Álvaro Cardoso. A estética simbolista: Textos doutrinários comentados. São Paulo:
Atlas, 1994.
SOUZA, Cruz e. Poesias completas. Rio de Janeiro: Ediouro, 2002.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/12 de 2021

 

Temática/tema: Literatura e Análise do Discurso – Aproximações e Caminhos possíveis para teoria e crítica literárias

Organizadora:

Ayanne Larissa Almeida de Souza

Lattes: http://lattes.cnpq.br/5437867936739184

Resumo:

De acordo com Émile Beveniste (2005), o problema da linguagem é também um problema do indivíduo humano. Entre sujeito e mundo encontra-se a língua, a ponte que nos separa, que nos distancia, que nos expulsa.  Não falamos aqui de um mundo dado, mas, antes, de uma entidade criada. O real torna-se realidade apenas através de significações, ilusão de um mundo material, pois é a língua que permite o ser e volve-se símbolo.  Mais que mediados, somos construídos por ela. Para Dominique Maingueneau (2006), a linguagem é mais do que a realização de um sistema: ela é a realidade em movimento, reproduzindo-se constantemente. Falar é discorrer, e é justamente aqui que encontramos o nível de referencialidade mais pleno. O texto é o já tangível da ficção da língua: é discurso fixado pela escrita. Si o discurso oral depende, em grande parte, de seu contexto extralinguístico, o discurso escrito afasta-se das referências: é o diálogo das ausências. Não necessita necessariamente da realidade para falar dela; ele a supõe.  Ainda que haja uma referência direta a algum objeto o “fato”, estes são tão somente uma abstração. Contudo, a abstração da realidade não é uma anulação, mas uma ficção dupla, pois é palavra escrita e realidade imaginada. A análise do discurso não pretende, pois, desentranhar a ficção da realidade; ele atua dentro de um pacto invisível da língua. Seu objetivo, de acordo com Mikhail Bakhtin (2000), é abrir a linguagem para a realidade em suas mais amplas e variadas dimensões particulares, do discurso oral ao escrito, e do escrito ao literário. A presente chamada tem por objetivo reunir trabalhos teóricos e críticos dentro do âmbito da literatura em uma interface com a análise do discurso. Serão aceitos artigos que dissertem sobre as mais diversas abordagens que abranjam a análise do discurso literário enquanto ferramenta de sentido.

Referências:

BAKHTIN, Mikhail. Estética da Criação verbal. Tradução de Paulo Bezerra. São Paulo: Ed. Martins Fontes, 2000.

BENVENISTE, Émile. Problemas de linguística geral I. Tradução de Maria da Glória Novak e Luiza Neri. São Paulo: Pontes, 2005.

MAINGUENEAU, Dominique. Discurso Literário. Tradução de Sírio Possenti. 1.ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2006.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.