Linguística

Chamada aberta até o dia 30/09 de 2021

Temática/tema: Teorias pragmáticas e ensino de Língua Portuguesa: diálogos possíveis

Organizador:

Prof. Dr. Marcos Antônio da Silva (IFAL)

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/4104557986540127

resumo:

A partir da segunda metade do século XX, com a guinada linguística, os estudos teóricos sobre a língua passaram a dar um novo enfoque ao uso da linguagem, a saber: a linguagem como um processo de interação. Para além dessa nova perspectiva, as teorias pragmáticas direcionaram seus olhares para as questões que envolvem os usuários da língua, as intencionalidades e os contextos de produção de recepção de textos. Considerando todas essas transformações no que diz respeito à nova concepção de linguagem, este livro, intitulado “Teorias pragmáticas e ensino de Língua Portuguesa: olhares possíveis”, busca congregar textos que dialoguem com as diversas abordagens pragmáticas e suas relações com o trabalho em sala de aula, no tocante ao ensino de língua materna. Serão aceitos textos que discutam questões como: as Máximas conversacionais de Grice, Teoria da polidez, Dêixis, Atos de fala, Modalização linguística, Pressupostos linguísticos, Subentendidos e pesquisas sobre Leitura, Produção e análises de gêneros textuais/discursivos, desde que sob um viés pragmático.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/10 de 2021

Temática/tema: Sociolinguística e ensino: reflexões e contribuições

Organizadores:

Prof. Dr. Josenildo Barbosa Freire  (Filiação: Secretaria de Educação, da Cultura e dos Desportos do RN - SEEC-RN).

Lattes: http://lattes.cnpq.br/9721560684961428

Prof. Ms. Carlos Wilson de Jesus Pedreira  (Filiação: Secretaria de Educação do Estado da Bahia - SEC-BA)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3339581456603590

resumo:

A Sociolinguística é uma área da Linguística que estuda a relação entre a língua e a sociedade. O presente dossiê visa reunir trabalhos de diferentes e diversos pesquisadores que versam sobre as múltiplas perspectivas da Sociolinguística. Neste livro, busca-se apoio nos pressupostos teórico-metodológicos da Teoria da Variação (WEINREICH; LABOV; HERZOG (2006 [1968]; LABOV, 1963, 1966; 2001; 2008 [1972]), Tagliamonte (2006) para explicar o uso e o condicionamento de variedades linguísticas. Os professores e a escola não podem ignorar as contribuições que os estudos sociolinguísticos podem fornecer aos alunos. É sabido que a escola é direcionada para o ensino da chamada norma-padrão, mas professores e alunos devem estar conscientes de que existem duas ou mais formas de dizer a mesma coisa. São bem-vindos estudos e pesquisas que enfoquem a abordagem da linguagem no contexto social, Sociolinguística e Ensino, Teoria da Variação e Mudança Linguística, metodologia de pesquisa sociolinguística, variação e fenômenos fonético-fonológicos, conceito de comunidade de fala, dentre outros.

Referência:

BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Manual de Sociolinguística. - São Paulo: Contexto, 2014.

CAMPBELL-KIBLER, Kathryn. Listener perceptions of sociolinguistic variables: the case of (ing). Tese de Doutorado. Stanford University, 2006.

CAMPBELL-KIBLER, Kathryn. The Effect of Speaker Information on Attitudes Toward (ING). Journal of Language and Social Psychology. 2010.

CEDERGREN, H.; SANKOFF, D. Variable Rules: performance as a statistical reflection of competence. Language. Vol. 50, n. 2, 1974.

ECKERT, Penelope (Orgs.). Style and sociolinguistic variation. Cambridge: Cambridge University Press, 2001.

FREIRE, Josenildo Barbosa. Variação da Lateral Palatal na Comunidade de Jacaraú (Paraíba). Dissertação de Mestrado. UFPB: 2011.

FREIRE, Josenildo Barbosa. Atitude e avaliação linguística em dados de fala espontânea. XVII Congreso Internacional Asociación de Linguística y Filología de América Latina (ALFAL) 14 a 19 de julho de 2014 - João Pessoa (Paraíba, Brasil), 2014.

FREIRE, Josenildo Barbosa. Variação, estilo, atitude e percepção linguística: o caso das laterais /ʎ/ e /l/ no falar paraibano. Tese de Doutorado. UFPB: 2017.

GÖRSKI, Edair Maria; FREITAG, Raquel Meister ko.  O papel da Sociolinguística na formação dos professores de Língua Portuguesa como língua materna.  In:  MARTINS, Marcos Antonio; TAVARES, Maria Alice (Orgs.).  Contribuições da Sociolinguística e da Linguística Histórica para o Ensino de Língua Portuguesa. (Coleção Ciências da Linguagem aplicadas ao Ensino). Natal, RN: EDUFRN, 2013. p. 13-53.

LABOV, William. The social motivation of sound change. Word, n. 19, pp. 273-307, 1963.

LABOV, William. The social stratification of English in New York. Washington, D.C.: Center for Applied Linguistics, 1966.

LABOV, William. The anatomy of style shifting. In: RICKFORD, John R.;

LABOV, William. Padrões Sociolinguísticos. Tradução de Marcos Bagno e Maria Marta Pereira Scherre, Carolina Rodrigues Cardoso. – São Paulo, Parábola Editorial, [1972] 2008.

LABOV, William. Principles of Linguistic Changes: Cognitive and Cultural Factors. Language in Society, 39, V. 3.  Wiley-Blackweel, 2010.

TAGLIAMONTE, Sali A. Analysing Sociolinguistic Variation. Cambridge: Cambridge University Press, 2006.

TARALLO, Fernando. A pesquisa sociolinguística. 7 ed. - São Paulo: Ática, [1985] 2004.

WEINREICH, Uriel; LABOV, William; HERZOG, Marvin I. Fundamentos empíricos para uma teoria da mudança linguística. Tradução de Marcos Bagno. São Paulo: Parábola, [1968] 2006.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

Consulte as normas de publicação.

Chamada aberta até o dia 31/10 de 2021

Temática/tema: A linguagem e suas linguísticas: aquisição, interação e ensino

Organizador:

Prof. Dr. Wendell Lessa Vilela Xavier  (IFNMG)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/8380912210827560

resumo:

O problema da aquisição, da interação e dos efeitos de sentido provocados pelo uso da linguagem, seja icônico ou verbal, são continuamente objetos de discussão no meio acadêmico, uma vez que a linguagem é a manifestação mais humana de que se tem conhecimento. A linguagem sobrevive a todas as crises e alterações. Ela se reinventa à medida que é colocada sob novos desafios. Edward Sapir (1971:33) afirma que a linguagem é o contorno do pensamento, do que se conclui, portanto, que não é possível pensamento sem linguagem, embora haja linguagem sem pensamento, mas não o inverso. Para se constituir sentido é imprescindível haver um instrumento para isso. Em tempos de pandemia, são vários e novos os instrumentos instituídos para a interação. A linguagem permanece em todos esses instrumentos porque ela entrega ao pensamento suas classificações e formas e suas maneiras de existir. A presente proposta tem por objetivo reunir trabalhos que recorram à análise de estudiosos clássicos da linguagem e da linguística, como Edward Sapir (1971), Leonard Bloomfield (1933), Noam Chomsky (2002), Michael Halliday (1975), a abordagens sobre a linguagem escrita, como Ingedore Koch (1992), às relações de aquisição da linguagem, como em Jaime Luiz Zorzi (2002), e às novas perspectivas da linguística aplicada, como em Albert Weideman (2020) com a finalidade de apontar, sob a dinâmica da Proposta para organização de livro Editora Bordô Wendell Lessa Vilela Xavier Rua Ellis Chamone, 138 – Cristo Rei – Montes Claros – MG – 39.402-562 (38) 3214.2556 – (38) 9.9812.8587 multidisciplinaridade, aspectos teórico-metodológicos e novas perspectivas pedagógicas e instrumentais de diversos modelos e dos consequentes efeitos de sentido possíveis que possam contribuir com as novas formas de ensino. A necessária interação para manifestação linguística e os diversos efeitos de sentido a partir dessas interações é um dos aspectos a ser devidamente explorados, especialmente nos campos da educação e ensino de língua. As várias comunidades linguísticas e suas peculiaridades, especialmente em tempos de isolamento social e pandemia, bem como as questões relacionadas aos distúrbios observados na escrita nos fazem hipotecar a relevância do papel da linguística no dia a dia das escolas.

Palavras-chave: Linguagem; Interação; Aquisição; Ensino; Efeitos de sentido.

Público: Linguistas e pesquisadores do campo das Ciências Humanas e Sociais.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

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Chamada aberta até o dia 20/11 de 2021

Temática/tema: Mediação Cultural e Interculturalidade no Ensino de Línguas

Organizadores:

Andre Stefferson Martins Stahlhauer

Lattes: http://lattes.cnpq.br/1042124312764795

Gisele Tyba Mayrink R Orgado

Lattes: http://lattes.cnpq.br/3871737847968767 

Priscilla Lopes d’ El Rei

Lattes: http://lattes.cnpq.br/9073375355706099

resumo:

Mediação Cultural e Interculturalidade no Ensino de Línguas. A língua não é apenas código autônomo, um instrumento de comunicação que transmite uma mensagem geral em um circuito da fala, tal como mostram os inúmeros trabalhos dos diversos campos de estudos da linguagem, sobretudo a linguística contemporânea e suas contribuições para as reflexões sobre o ensino e aprendizagem de línguas. Dentre as inúmeras definições de língua, a que mais nos interessa é aquela que considera a língua na relação com os sujeitos, os falantes. Nesse sentido, mais que um sistema de relações internas, a língua é o princípio simbólico de existência, em um mundo repleto de significações e sentidos. Assim sendo, saber falar uma língua, no sentido de se ter o domíni o das situações de emprego das formas ou saber relacionar formas e conceitos de modo a atingir finalidades específicas, bem como se inserir em espaços já ocupados por outros sentidos, outros sujeitos, é também conseguir compreender, na e pela língua/linguagem, como elas funcionam e os processos de formação identitárias, que se constituem nesses jogos de linguagem. São esses jogos, esses processos, imbricados nas práticas sócio-históricas dos sujeitos, dos falantes, que podem definir o que é, para nós, a noção de cultura. Cada palavra é já um signo-termo que traz consigo inúmeros aspectos sociais, culturais e ideológicos, sendo assim, as manifestações linguísticas devem ser concebidas na relação intrínseca entre a língua e os processos culturais, e, na mesma medida, os processo s que envolvam o seu ensino e aprendizagem. O desenvolvimento da linguagem e do pensamento tem origens sociais, nas trocas comunicativas simbólicas e concretas entre interlocutores, portanto, toda forma de construção de habilidades e competências linguísticas e, também, de conhecimento de uma língua, constroem-se socialmente, e também em ambientes e situações de aprendizagem nas relações entre sujeitos, seja na relação de interação em espaços mais espontâneos, seja nas relações postas em ambientes formais de aprendizagem, tais como escolas, salas de aula, entre outros. (ver VYGOTSKY, Pensamento e Linguagem. São Paulo, Martins Fontes, 1991). Além disso, considerando-se que os sujeitos ao serem expostos ao meio social não desenvolvem apenas sua língua primeira, mas também ampliam suas habilidades interacionais, bem como têm acesso às habilidades mais conceituais sobre esta língua, do mesmo modo, no ensino de uma Língua Estrangeira (LE) o processo de ensino e aprendizagem deve ocorrer por meio de interações, mesmo que estas ocorram em um contexto de simulação do real. O contexto, nesse sentido, é um aspecto indispensável ao aprendizado de uma língua, porque a diversidade das situações determina no âmbito da constituição dos sentidos, as semelhanças ou diferenças dos significados das expressões apreendidas, sejam elas verbal, visual ou mista ou de outra materialidade, e.g. musical, pintura, entre outros, o que pode ser, de certo modo, considerado um indício do aspecto interacional que é mencionado anteriormente. O extralinguístico, o social e o cultural são umas das principais dificuldades em aprender uma LE e, por isso, pensamos que discute; preciso assumir estes fatos como essenciais para o aprendizado. Desta forma, entender a importância de compreender a língua não apenas como um sistema puramente linguístico, mas também como um sistema cultural. Desta forma, o professor de língua estrangeira deve servir como mediador entre as línguas e, igualmente, entre suas respectivas culturas. Considerando-se que a aprendizagem de uma língua é um processo que se realiza em concomitância ao processo de socialização e, consequentemente, na relação intrínseca entre língua e cultura, este livro propõe trazer à luz uma reflexão sobre a multiplicidade da relação língua-cultura e como ela pode ser articulada no ensino de línguas de maneira efetiva. Para tanto abrimos a chamada para todos os estudiosos na área de ensino de línguas estrangeiras, tradução e mediação cultural que buscam refletir sobre a discussão acima esmiuçada.

Referências:

KATAN, David. Translating cultures an introduction for translators, interpreters and mediators. 

VYGOTSKY, Pensamento e Linguagem. São Paulo, Martins Fontes, 1991.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

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Chamada aberta até o dia 30/11 de 2021

Temática/tema: O que pode a Linguística de Corpus? (Série Potencialidades, Volume 1)

Organizadores:

Mateus Emerson de Souza Miranda (Doutorando - Mary Immaculate College, University of Limerick)

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/4219342820182875

Giovani Carlos Santos (Doutorando - Mary Immaculate College, University of Limerick)

Lattes:  http://lattes.cnpq.br/8509666129837419

resumo:

A Linguística de Corpus (LC), campo ainda considerado novo no Brasil, tem aplicações para os estudos em Linguística Teórica e Aplicada, possibilitando investigações empíricas através de dados autênticos orais ou escritos, coletados sob critérios rígidos de design. O escopo da LC abrange subáreas de pesquisas como: estudos em análise do discurso, semânticos, pragmáticos, sintáticos, sociolinguísticos, tradutológicos, lexicográfico, ensino e aprendizagem de línguas, entre outros. Nesse contexto de possibilidades diversas, o objetivo desta proposta visa reunir em textos inéditos discussões sobre as interfaces da LC e seus desafios. Serão aceitos textos de pesquisas já concluídas de caráter teórico-empírico, relatórios de pesquisa em andamento, e revisões da literatura.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

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Chamada aberta até o dia 31/12 de 2021

Temática/tema: Ensino de português em tempos de pandemia: ressignificando práticas

Organizador:

Anderson da Silva Ribeiro (Doutor em letras/UERJ e Mestre em Linguística aplicada/UFRJ).

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4796426412562246

Resumo:

Desde a virada discursiva do século XX para o XXI, pesquisas e documentos ganharam voz no Ensino de língua materna. Orientou-se que o texto fosse objeto de ensino nas aulas de português, o que foi fortemente acentuado com a publicação dos Parâmetros
Curriculares Nacionais de Língua Portuguesa (BRASIL, 1997) até esforços que resultaram na Base Nacional Comum Curricular (2017). A escola reinventa-se e ressignifica-se com debates sobre gêneros discursivos e sequências didáticas. A ideia é preencher as lacunas do alunado por meio de atividades epilinguísticas. O mundo da gramática passa a ser visto absorvido pelo mundo do fazer linguístico quando escrevemos, lemos, falamos (NEVES, 2018, p. 18). Uma urgência instaurou-se no cenário epistemológico: a prática de ensino on-line. Parece que tudo se agravou. O professor teve de se valer da sua característica “camaleônica” nem sempre pacífica. Com a pandemia, o ensino a distância impôs-se como única possibilidade de canal. Educadores das diversas partes do país viram-se na condição de rever conceitos e preconceitos e privilegiar, ao menos, por hora, gêneros discursivos digitais. A tecnologia tornou-se mais um entrave para o professor da modalidade presencial quando não deveria. A tecnologia deve ser utilizada a serviço da (nova) escuta, da leitura, da produção de textos orais e escritos. Serão aceitos trabalhos e relatos de experiência de educadores de língua materna de todo país (mestrandos; mestres; doutorandos; doutores), cujas reflexões dialoguem com o cenário contemporâneo.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

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Chamada aberta até o dia 31/12 de 2021

Temática/tema: Revisitando Saussure e Benveniste: diálogos e perspectivas à luz dos novos manuscritos

Organizador:

Jomson Teixeira da Silva Filho  (Mestre e Doutor em Letras e Linguística - UFAL)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/1560074891655247

resumo:

Ferdinand de Saussure ficou conhecido como o pai da linguística moderna. Essa fortuna se deve à sua obra póstuma, Curso de Linguística Geral, livro editado por seus discípulos em 1916 a partir dos cadernos dos alunos que participaram dos cursos ministrados pelo mestre genebrino na Universidade de Genebra entre os anos de 1907 e 1911. Essa obra estabelece o “corte epistemológico” ao eleger a língua como objeto da linguística, a partir de então, dita científica. Entretanto, o aparecimento dos manuscritos saussurianos no final do século XX e publicados em português em 2004 sob a edição de Bouquet e Engler, os Escritos de Linguística Geral, assim como o centenário da morte de Saussure em 2013 e da publicação do Curso em 2016, fizeram com que muitos pesquisadores retornassem à teorização saussuriana com intuito de rediscutir, ampliar e até contrapor o Curso e os manuscritos saussurianos. Algo semelhante parece acontecer com Benveniste. Considerado por Arrivé (1997) como o linguista francês mais influente do século XX, é conhecido principalmente pela publicação dos dois volumes de seus Problemas de Linguística Geral que reúne artigos escritos entre 1939 e 1964, especificamente sobre a rubrica de pai da Teoria da Enunciação. Assim como acontece com Saussure, a publicação de seus manuscritos suscita um retorno ao pensamento de Benveniste para além da enunciação, tocando questões mais gerais da linguística, como a escrita por exemplo, a partir da publicação, em 2012, de Jean-Claude Coquet e Irène Fenoglio de suas Últimas aulas no Collège de France (1968 e 1969) traduzida para o português em 2014. Nesse contexto, entendendo Benveniste como epistemologicamente ligado a Saussure, esta obra se propõe a reunir textos de pesquisadores que abordem questões relacionadas a esses dois autores, seja em conjunto, seja em separado, no tocante às suas teorizações sobre língua, sobre a linguagem e sobre a ciência linguística a partir de seu objeto e método.

 Palavras-chave: Benveniste. Língua. Linguagem. Linguística. Saussure.

Referência:

SWIGGERS, Pierre. Linguistic historiography: a metatheoretical synopsis. In: Todas as letras.  v. 19, n. 2, 2017. p. 73-96.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

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Chamada aberta até o dia 31/12 de 2021

Temática/tema: Análise de Discurso: abordagens pêcheutianas

Organizadores:

Edilene  Oliveira da Silva Feitosa  (Mestra em Linguística – Estudos de Discurso (UFS); Professora efetiva do município de Feira de Santana – BA.)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/1251194786530611

Daniel da Rocha Silva (Mestrando em Estudos Linguísticos (UFS); Professor efetivo da rede municipal de ensino de Pão de Açúcar – AL.)

Lattes: http://lattes.cnpq.br/4381004876710988

resumo:

A AD francesa tem trazido abordagens diversas no que tange ao seu objeto de estudo, o discurso, considerado por Orlandi (2005, p. 10) como “[...] a política da língua que se materializa no corpo do texto, ou seja, na formulação, por gestos de interpretação que tomam sua forma na textualização do discurso.”. Por ser passiva de interpretações, essa “política da língua” não se materializa de forma unívoca e/ou estática, pois transcende às mais diversas historicidades. Como bem afirma Michel Pêcheux (1995, p. 91): “[...] o sistema da língua é, de fato, o mesmo para o materialista e para o idealista, para o revolucionário e para o reacionário, para aquele que dispõe de um conhecimento dado e para aquele que não dispõe desse conhecimento.”; e descarta a possibilidade de homogeneidade discursiva: “Entretanto, não se pode concluir, a partir disso, que esses diversos personagens tenham o mesmo discurso [...]” (PÊCHEUX, 1995, p. 91) ao ressaltar que  “[...] a língua se apresenta, assim, como a base comum de processos discursivos diferenciados, que estão compreendidos nela na medida em que, [...], os processos ideológicos simulam os processos científicos.” (PÊCHEUX, 1995, p. 91). Nesse sentido, essa proposta objetiva abarcar estudos discursivos a partir de análises de gêneros textuais verbais e não-verbais, de discursos que se movimentam atualmente nas esferas sociais, considerando, desse modo, os mais diversos contextos e histórias de produção com abordagens de falas de diferentes atores da sociedade. Tem como público alvo estudantes de graduação em Letras (desde que com orientador), mestres e/ou mestrandos, doutores e/ou doutorandos que possam, através de suas pesquisas, fomentar o debate acadêmico. Assim, corroboramos com a consideração de Orlandi (2005, p. 11) sobre o que é o discurso: “[...] efeito de sentido entre locutores, um objeto sócio-histórico em que o linguístico está pressuposto.”. Ou seja, na história, que por si, é ideológica, perpassam os discursos. A língua materializa-os. Ao analisá-los, metodologicamente, passamos por todo esse percurso e compreendendo, a partir da materialidade empírica na língua (seja escrito ou oral, verbal ou não-verbal), os efeitos de sentidos que perpassam o material, isto é, os discursos: históricos, ideológicos, políticos.

Palavras-chaves: Língua. Análise de Discurso. Verbal. Não-verbal. História.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

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Chamada aberta até o dia 31/12 de 2021

Temática/tema: Ensino de Linguagens e as Ideias Linguísticas do Círculo de Bakhtin: abordagens necessárias ao contexto da sala de aula na educação básica brasileira

Organizador:

Wallace Dantas (UFCG)

resumo:

Pensar o ensino de português nos dias atuais é (res)significar práticas pedagógicas, é pensar na importância de sempre pensar e repensar o fazer e o agir docente em sala de aula, é pensar sobre a práxis na sala de aula, se debruçar sobre a ação-reflexão-ação no ambiente escolar. Refletindo sobre esse ensino a partir da BNCC (e de outros documentos oficiais, quando necessaário), o tema aqui proposto busca contribuir com as discussões e debates mais atuais sobre o ensino de língua portuguesa. No Brasil, tanto nas faculdades de educação (graduação e pós-graduação), quanto nos cursos de Letras (graduação e pós-graduação), há um profícuo debate sobre a temática aqui proposta. Em vários programas de pós-graduação, em contexto da linguística aplicada, a exemplo do Programa de Pós-Graduação em Linguagem e Ensino – PPGLE, da Universidade Federal de Campina Grande – UFCG, os debates travados em torno do ensino de português em escolas de âmbito publico quanto privado são de grande relevância, contribuindo para a ampliação de pesquisas nessa área, – linguística aplicada, linguagem e ensino -, como também para a formação de professores, em especial, os de língua portuguesa. Diante dessas considerações, este livro pretende reunir trabalhos que apresentem um debate aprofundado e fundamentado em pesquisas teóricas e práticas, além das experiências de professores, de estudantes de pós-graduação (pesquisas acadêmicas e profissionalizantes – mestrados acadêmicos e profissionais, respectivamente e a exemplo), dentre outros profissionais da área da educação, que possuam um olhar voltado para as questões linguageiras, tomando como aporte teórico os postulados do chamado “Círculo de Bakhtin”, em especial, nas pessoas de Mikhail Bakhtin, Valentin Volóchinov e Pável Nikoláievitch Medviédev. Autores brasileiros, pesquisadores da abordagem dialógica e das ideias do “Círculo de Bakhtin”, também podem ser usados no aporte teórico, sempre entrelaçando tais ideias ao ensino de língua portuguesa no contexto da sala de aula da educação básica brasileira.

Previsão para publicação: 90 dias após encerrar a chamada.

Os trabalhos deverão ser enviados para o e-mail bordogrena@editorabordogrena.com contendo no campo "assunto" o tema para o qual o estudo será submetido.

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